Bulas de Remédios

As bulas constantes no ER Clinic são meramente informativas. Em caso de dúvidas quanto ao conteúdo de algum medicamento, procure orientação de seu médico ou farmacêutico.



Laboratório

Abbott

Apresentação

Sevorane® (sevoflurano) é fornecido em embalagens contendo 1 frasco de 100
mL ou 250 mL, (Lista nº 4456 (33)).
USO ADULTO E PEDIÁTRICO

Indicações

Sevorane® (sevoflurano) está indicado para indução e manutenção de anestesia geral em pacientes pediátricos ou adultos, em procedimentos cirúrgicos hospitalares ou ambulatoriais.

Contra-indicações

Sevorane® (SEVOFLURANO) NÃO DEVE SER UTILIZADO EM PACIENTES COM CONHECIDA SENSIBILIDADE AO SEVOFLURANO OU A QUALQUER OUTRO AGENTE ANESTÉSICO HALOGENADO, BEM COMO EM PACIENTES COM SUSCETIBILIDADE GENÉTICA CONHECIDA OU SUSPEITA DE HIPERTERMIA MALIGNA.

Advertências

Sevorane® (SEVOFLURANO) SOMENTE DEVE SER ADMINISTRADO POR MÉDICOS TREINADOS NA ADMINISTRAÇÃO DE ANESTESIA GERAL. RECURSOS PARA A MANUTENÇÃO DA PATÊNCIA DAS VIAS AÉREAS, VENTILAÇÃO ARTIFICIAL, ADMINISTRAÇÃO DE OXIGÊNIO E RESSUSCITAÇÃO CIRCULATÓRIA DEVEM ESTAR DISPONÍVEIS PARA USO IMEDIATO. UMA VEZ QUE OS NÍVEIS DE ANESTESIA PODEM SER ALTERADOS FÁCIL E RAPIDAMENTE, SOMENTE VAPORIZADORES CALIBRADOS PARA SEVOFLURANO DEVEM SER UTILIZADOS. HIPOTENSÃO E DEPRESSÃO RESPIRATÓRIA AUMENTAM NA MEDIDA EM QUE A ANESTESIA É APROFUNDADA.
HIPERTERMIA MALIGNA: ASSIM COMO OUTROS AGENTES INALATÓRIOS, A ANESTESIA COM SEVOFLURANO PODE CAUSAR UM ESTADO HIPERMETABÓLICO DA MUSCULATURA ESQUELÉTICA EM INDIVÍDUOS SUSCETÍVEIS, LEVANDO A UMA ELEVADA DEMANDA DE OXIGÊNIO E CONSEQUENTE SÍNDROME CLÍNICA CONHECIDA COMO HIPERTERMIA MALIGNA. EM ESTUDOS CLÍNICOS, APENAS UM CASO DE HIPERTERMIA MALIGNA FOI RELATADO. EM PORCOS GENETICAMENTE SUSCEPTÍVEIS, SEVOFLURANO INDUZIU A HIPERTERMIA MALIGNA. ESTA SÍNDROME É CARACTERIZADA PELA HIPERCAPNIA, ALÉM DE SINAIS INESPECÍFICOS TAIS COMO RIGIDEZ MUSCULAR, TAQUICARDIA, TAQUIPNÉIA, CIANOSE, ARRITMIAS E/OU INSTABILIDADE DA PRESSÃO SANGUÍNEA. ALGUNS DESTES SINAIS INESPECÍFICOS PODEM APARECER DURANTE UMA ANESTESIA LEVE, HIPOXEMIA AGUDA, HIPERCAPNIA E HIPOVOLEMIA. O TRATAMENTO CONSISTE NA DESCONTINUAÇÃO DOS AGENTES CAUSADORES, ADMINISTRAÇÃO DE DANTROLENE SÓDICO INTRAVENOSO E APLICAÇÃO DE MEDIDAS DE SUPORTE (CONSULTAR A BULA DE DANTROLENE SÓDICO INTRAVENOSO PARA INFORMAÇÕES ADICIONAIS SOBRE O CONTROLE DO PACIENTE).
INSUFICIÊNCIA RENAL PODE SURGIR TARDIAMENTE E, DENTRO DO POSSÍVEL, O FLUXO URINÁRIO DEVE SER MANTIDO. O USO DE AGENTES ANESTÉSICOS INALATÓRIOS FOI ASSOCIADO A RAROS AUMENTOS NOS NÍVEIS DE POTÁSSIO SÉRICO QUE RESULTARAM EM ARRITMIAS CARDÍACAS E MORTE DE PACIENTES PEDIÁTRICOS DURANTE O PERÍODO PÓS-OPERATÓRIO. PACIENTES COM DOENÇAS NEUROMUSCULARES LATENTES OU MANIFESTAS, PARTICULARMENTE COM DISTROFIA MUSCULAR DE DUCHENNE, PARECEM SER MAIS VULNERÁVEIS. O USO CONCOMITANTE DE SUCCINILCOLINA FOI ASSOCIADO À MAIORIA DESTES CASOS, MAS NÃO A TODOS. ESTES PACIENTES TAMBÉM MOSTRARAM ELEVAÇÕES SIGNIFICANTES DOS NÍVEIS DE CREATINOQUINASE E, EM ALGUNS CASOS, ALTERAÇÕES NA URINA CONSISTENTES COM MIOGLOBINURIA. APESAR DA SIMILARIDADE DESTE QUADRO À HIPERTERMIA MALIGNA, NENHUM DESTES PACIENTES EXIBIU SINAIS OU SINTOMAS DE RIGIDEZ MUSCULAR OU ESTADO HIPERMETABÓLICO. INTERVENÇÃO PRECOCE E AGRESSIVA PARA O TRATAMENTO DA HIPERCALEMIA E ARRITMIAS RESISTENTES É RECOMENDÁVEL, ASSIM COMO SUBSEQÜENTE AVALIAÇÃO DE DOENÇAS NEUROMUSCULARES LATENTES.
Precauções
GERAIS: DURANTE A MANUTENÇÃO ANESTÉSICA, O AUMENTO DA CONCENTRAÇÃO DE SEVOFLURANO PRODUZ DIMINUIÇÃO DOSEDEPENDENTE NA PRESSÃO SANGUÍNEA. A DIMINUIÇÃO EXCESSIVA DA PRESSÃO SANGUÍNEA PODE ESTAR RELACIONADA AO APROFUNDAMENTO DA ANESTESIA E, NESTES CASOS, PODE SER CORRIGIDA PELA DIMINUIÇÃO DA CONCENTRAÇÃO DE SEVOFLURANO INSPIRADO. COMO COM TODOS OS ANESTÉSICOS, A MANUTENÇÃO DA ESTABILIDADE HEMODINÂMICA É IMPORTANTE PARA EVITAR ISQUEMIA MIOCÁRDICA EM PACIENTES COM DOENÇA ARTERIAL CORONARIANA. A RECUPERAÇÃO DA ANESTESIA GERAL DEVE SER AVALIADA COM CUIDADO, ANTES QUE OS PACIENTES ESTEJAM DISPENSADOS DA UNIDADE DE CUIDADO PÓS-ANESTÉSICA. EMBORA A RECUPERAÇÃO DA CONSCIÊNCIA GERALMENTE OCORRA DENTRO DE MINUTOS APÓS A ADMINISTRAÇÃO DE SEVOFLURANO, O IMPACTO SOBRE A FUNÇÃO INTELECTUAL POR 2 OU 3 DIAS APÓS A ANESTESIA NÃO FOI ESTUDADO. COMO COM OUTROS ANESTÉSICOS, PEQUENAS ALTERAÇÕES NO HUMOR PODEM PERSISTIR POR DIVERSOS DIAS APÓS A ADMINISTRAÇÃO DO ANESTÉSICO. OS PACIENTES DEVEM SER ADVERTIDOS DE QUE O DESEMPENHO EM ATIVIDADES QUE REQUEIRAM ATENÇÃO CONSTANTE, TAIS COMO CONDUZIR VEÍCULOS MOTORIZADOS OU OPERAR MAQUINÁRIO PESADO, PODE SER PREJUDICADO POR ALGUM TEMPO APÓS A ANESTESIA GERAL.
CARCINOGÊNESE E MUTAGÊNESE:
ESTUDOS SOBRE CARCINOGENICIDADE NÃO FORAM REALIZADOS. NENHUM EFEITO MUTAGÊNICO FOI OBSERVADO, CONFORME ESTUDO REALIZADO PELO TESTE DE AMES. NÃO HOUVE INDUÇÃO DE ABERRAÇÕES CROMOSSÔMICAS EM CULTURAS DE CÉLULAS DE MAMÍFEROS.

Uso na gravidez

ESTUDOS DE REPRODUÇÃO FORAM REALIZADOS EM RATOS E COELHOS EM DOSES DE ATÉ 1,0 CAM (CONCENTRAÇÃO ALVEOLAR MÍNIMA) E NÃO REVELARAM QUALQUER EVIDÊNCIA DE DANO À FERTILIDADE OU PREJUÍZO AO FETO CAUSADOS PELO SEVOFLURANO. NÃO EXISTEM ESTUDOS ADEQUADOS E BEM CONTROLADOS EM MULHERES GRÁVIDAS E, PORTANTO, SEVOFLURANO DEVE SER USADO DURANTE A GRAVIDEZ APENAS SE ABSOLUTAMENTE NECESSÁRIO. A SEGURANÇA DO SEVOFLURANO FOI DEMONSTRADA EM ESTUDO CLÍNICO, TANTO PARA AS MÃES QUANTO PARA OS CONCEPTOS, QUANDO UTILIZADO PARA ANESTESIA DE PARTO TIPO CESÁREA; A SEGURANÇA PARA USO DURANTE O TRABALHO DE PARTO E PARTO NORMAL NÃO FOI DEMONSTRADA.
USO DURANTE LACTAÇÃO:
NÃO SE SABE SE O SEVOFLURANO É EXCRETADO NO LEITE HUMANO. DEVIDO AO FATO DE QUE MUITAS DROGAS SÃO EXCRETADAS NO LEITE HUMANO, DEVE-SE TER CAUTELA QUANDO DA ADMINISTRAÇÃO DE SEVOFLURANO A MULHERES EM FASE DE AMAMENTAÇÃO.
USO EM IDOSOS: A CAM DIMINUI COM O PASSAR DA IDADE. A CONCENTRAÇÃO MÉDIA DE SEVOFLURANO PARA ATINGIR A CAM EM UM PACIENTE DE 80 ANOS É DE APROXIMADAMENTE 50% DAQUELA REQUERIDA PARA UM PACIENTE DE 20 ANOS.

Interações medicamentosas

O sevoflurano mostrou-se seguro e efetivo quando administrado concomitantemente a uma grande variedade de fármacos, geralmente encontrados no ambiente cirúrgico, tais como: agentes do sistema nervoso central, fármacos autonômicos, miorrelaxantes leves, antiinfecciosos (incluindo aminoglicosídeos), hormônios e substitutos sintéticos, hemoderivados e fármacos cardiovasculares (incluindo epinefrina).
barbitúricos: a administração de sevoflurano é compatível com os barbitúricos comumente utilizados na prática cirúrgica.
benzodiazepínicos e opióides: do mesmo modo como ocorre com os demais anestésicos inalatórios, é esperado que os benzodiazepínicos e opióides diminuam a CAM do sevoflurano. A administração de sevoflurano é compatível com os benzodiazepínicos e opióides comumente utilizados na prática cirúrgica. bloqueadores neuromusculares: assim como com outros agentes anestésicos inalatórios, sevoflurano afeta tanto a intensidade quanto a duração do bloqueio neuromuscular produzido por relaxantes musculares não-despolarizantes. Quando utilizado como suplemento para anestesia feita com alfentanil/N2O, o sevoflurano potencializa o bloqueio neuromuscular induzido com pancurônio, vecurônio ou atracúrio. Os ajustes de dose para estes miorrelaxantes, quando administrados com sevoflurano, são similares àqueles requeridos com isoflurano. O efeito do sevoflurano no suxametônio e a duração da despolarização do bloqueio neuromuscular, não foram avaliados. A redução de dose dos bloqueadores neuromusculares durante a indução anestésica pode resultar em retardamento das condições adequadas para a intubação endotraqueal, ou relaxamento muscular inadequado, porque a potencialização dos bloqueadores neuromusculares é observada poucos minutos após o início da administração de sevoflurano. Dentre os agentes não-despolarizantes, as interações com vecurônio, pancurônio e atracúrio foram estudadas. Na ausência de orientações específicas: (1) para intubação endotraqueal, não reduza a dose dos relaxantes musculares não-despolarizantes; e (2) durante a manutenção da anestesia, é desejável reduzir a dose dos relaxantes musculares não-despolarizantes, de modo análogo ao feito durante anestesia com N2O/opióides. A administração de doses suplementares de relaxantes musculares deve ser orientada pela resposta à estimulação nervosa. óxido nitroso: do mesmo modo como ocorre com os demais anestésicos voláteis, a CAM do sevoflurano diminui quando administrada em combinação com óxido nitroso. A CAM equivalente está reduzida em aproximadamente 50% nos adultos e 25% nos pacientes pediátricos.

Reações adversas / Efeitos colaterais

ASSIM COMO TODOS OS ANESTÉSICOS INALATÓRIOS POTENTES, SEVOFLURANO PODE CAUSAR DEPRESSÃO CARDIORESPIRATÓRIA DOSEDEPENDENTE. MUITOS EVENTOS ADVERSOS SÃO LEVES OU MODERADOS NA INTENSIDADE E TRANSITÓRIOS NA DURAÇÃO. NÁUSEA E VÔMITOS TÊM SIDO OBSERVADOS NO PERÍODO PÓS-OPERATÓRIO, CONSEQÜÊNCIAS COMUNS DA CIRURGIA E DA ANESTESIA GERAL, QUE PODEM SER DEVIDAS AO ANESTÉSICO INALATÓRIO OU OUTRO AGENTE ADMINISTRADO NO PERÍODO INTRA OU PÓS-OPERATÓRIO, OU DEVIDAS À RESPOSTA DO PACIENTE AO PROCEDIMENTO CIRÚRGICO.

Superdosagem

Em caso de superdosagem, ou o que possa parecer estar relacionado com uma superdosagem, a seguinte conduta deve ser tomada: descontinuar a administração do fármaco, estabelecer a patência das vias aéreas, iniciar ventilação controlada ou assistida com oxigênio e manter a função cardiovascular em níveis adequados.

Características farmacológicas

Farmacodinâmica:
Estudos com sevoflurano no homem e em diversas espécies animais demonstraram que este agente não é irritativo e tem rápido início de ação. A administração tem sido associada à indução anestésica com perda de consciência rápida e suave, bem como a rápida recuperação após descontinuação da anestesia. A indução é acompanhada por um mínimo de excitação ou sinais de irritação no trato respiratório superior, não há evidências de secreções excessivas na árvore traqueo-brônquica, bem como ausência de estimulação do SNC. Em estudos com pacientes pediátricos, que receberam indução anestésica por máscara, a incidência de tosse foi mais baixa com sevoflurano do que com halotano, de modo estatisticamente significativo. Assim como outros anestésicos inalatórios potentes, sevoflurano deprime a função respiratória e a pressão arterial de forma dose-dependente. Estudos em humanos e animais (cães) demonstraram que o limiar arritmogênico para sevoflurano, induzido por epinefrina, foi comparável ao do isoflurano e maior do que halotano. Estudos em cães demonstraram que sevoflurano não reduz a perfusão colateral do miocárdio. Em estudos clínicos, a incidência de isquemia miocárdica e infarto do miocárdio, em pacientes com risco de isquemia miocárdica, foi comparável entre sevoflurano e isoflurano. Estudos em animais evidenciam que a circulação sanguínea regional (por exemplo, circulação hepática, cerebral ou renal) mantém-se adequada com sevoflurano. Em estudos com animais (cães e coelhos) e estudos clínicos , as mudanças na hemodinâmica cerebral (pressão intracraniana, fluxo sanguíneo cerebral/velocidade do fluxo sanguíneo, taxa de metabolização cerebral do oxigênio e pressão de perfusão cerebral) foram comparáveis entre sevoflurano e isoflurano. Sevoflurano tem efeito mínimo na pressão intracraniana e preserva a responsividade ao CO2. Mesmo em exposição anestésica prolongada, até aproximadamente 9 horas, sevoflurano não afeta a capacidade de concentração renal.
Concentração Alveolar Mínima: a concentração alveolar mínima (CAM) é a concentração alveolar na qual 50% dos indivíduos não manifestam resposta motora a um estímulo de incisão/doloroso. De acordo com diferentes grupos etários, há diferentes equivalentes de CAM para sevoflurano (ver Posologia e administração). A CAM de sevoflurano em oxigênio foi determinada em 2,05%, para um indivíduo adulto de 40 anos. Como observado com outros agentes anestésicos halogenados, os valores da CAM diminuem com a idade e na presença de óxido nitroso.
Farmacocinética Solubilidade: a baixa solubilidade do sevoflurano no sangue poderia sugerir que as concentrações alveolares devessem aumentar rapidamente durante a indução, diminuindo também de forma rápida quando da descontinuação do agente inalado. Isto foi confirmado através de um estudo clínico, no qual as concentrações da inspiração e do final da expiração (FI e FA) foram medidas. A taxa de aumento nas concentrações alveolares durante a indução (FA/FI) foi 0,85 e a taxa de diminuição seguindo a descontinuação da inalação (FA/FAO) foi de 0,15. Distribuição: os efeitos do sevoflurano no deslocamento de drogas ligadas às proteínas séricas e aos tecidos não foram investigados. Outros anestésicos voláteis fluorados têm demonstrado, in vitro, deslocar drogas ligadas às proteínas séricas e teciduais. O significado clínico deste fato é desconhecido. Sob este aspecto, estudos clínicos têm demonstrado que não há efeitos indesejáveis quando sevoflurano é administrado a pacientes que fazem uso de outros fármacos que tenham forte ligação protéica e com pequeno volume de distribuição (por exemplo, fenitoína).
Metabolismo: a eliminação pulmonar rápida do sevoflurano minimiza o montante do anestésico disponível para metabolização. Em humanos, menos de 5% do sevoflurano absorvido é metabolizado via citocromo P450 2E1, em hexafluorisopropanol (HFIP), com liberação de fluoretos inorgânicos e dióxido de carbono (ou um fragmento de carbono). Uma vez formado o HFIP, este é rapidamente conjugado com ácido glicurônico e eliminado como metabólito urinário. Não foram identificadas outras vias metabólicas para o sevoflurano. É o único anestésico fluorado volátil que não é metabolizado em ácido trifluoroacético. Íon fluoreto: as concentrações do íon fluoreto são influenciadas pela duração da anestesia, pela concentração do sevoflurano administrado, e pela composição da mistura de gases anestésicos. A desfluoração de sevoflurano não é induzível por barbitúricos. Dos pacientes avaliados no Programa Clínico Abbott, aproximadamente 7% tiveram concentrações de fluoretos inorgânicos maiores do que 50 micromoles; nenhum efeito clínico significativo na função renal foi observado nestes indivíduos.
Toxicologia
Estudos de toxicidade foram conduzidos em várias espécies animais, sendo que a indução da anestesia foi rápida e suave, sem resistência, sinais de respiração ofegante ("gasping") ou outras reações indesejáveis. Mortes por exposição a concentrações letais foram devidas a parada respiratória. Nos animais estudados, a exposição não foi associada a nenhuma toxicidade orgânica específica, nem de desenvolvimento. Uma amostra de 344 ratos Fisher foi anestesiada dentro de 2 a 3 minutos após exposição a 1,4% de sevoflurano por até 10 horas. Nenhum prejuízo funcional ou morfológico decorreu da administração de sevoflurano. Em um estudo sobre reprodução, o sevoflurano não causou efeitos significativos na capacidade reprodutiva de machos ou fêmeas expostos a concentrações de até 1,0 CAM (2,2%). Estudos posteriores indicam que o sevoflurano não é um elemento tóxico seletivo para a fase de desenvolvimento.
Composto A: um estudo de toxicidade aguda em ratos Wistar indicou que a LC50 (concentração letal 50%) do Composto A foi 1.050 - 1.090 ppm em animais expostos por 1 hora, e 400-420 ppm em animais expostos por 3 horas (as concentrações letais médias foram aproximadamente 1070 e 330 para 490 ppm, respectivamente).
Os ratos foram expostos a 30, 60 ou 120 ppm do Composto A em um estudo de toxicidade crônica por 8 semanas, envolvendo 24 exposições, por 3 horas cada exposição. Nenhuma evidência de toxicidade aparente foi observada com esses animais, além de perda de peso corporal, em fêmeas, no último dia do estudo. Em outro estudo, o Composto A foi administrado a ratos Sprague-Dawley por exposição inalatória nasal, em um sistema aberto (25, 50, 100 ou 200 ppm) [0,0025 a 0,02%]; o grupo controle foi exposto ao ar ambiente. O limiar, no qual alterações reversíveis nos parâmetros clínicos e urinários indicaram alterações renais (aumentos de uréia, glicose, creatinina, proporção creatinina/proteína, proporção creatinina/N-acetil-glicosamidas e dose-dependentes) foi de 114 ppm de Composto A. As lesões histológicas foram todas reversíveis. São esperados níveis mais elevados de Composto A (degradado do sevoflurano), ou de 2-bromo-2-cloro- 1,1-difluoroetileno (BCDFE) (degradado/metabólito do halotano), em pequenos roedores do que em humanos, pois a captação inalatória é substancialmente maior em ratos do que em humanos. Além disso, a atividade de uma enzima importante (beta-liase), envolvida na nefrotoxicidade haloalcalina, é dez vezes maior em ratos do que em humanos. Há relatos de aumento das concentrações do Composto A com aumento da temperatura do absorvedor, com o aumento da concentração de sevoflurano e com a diminuição das taxas de fluxo de gás corrente. Tem sido relatado que a concentração do Composto A aumenta significativamente com a desidratação prolongada da cal baritada. Sob situação clínica, as mais altas concentrações de Composto A no circuito anestésico, com cal sodada como absorvedor de CO2, foram de 15 ppm para pacientes pediátricos e de 32 ppm para adultos. Entretanto, concentrações de 61 ppm foram encontradas em pacientes sob sistemas com cal baricada como absorvedor de CO2. O nível de Composto A no qual ocorre toxicidade para humanos não é conhecido. Embora a exposição a sevoflurano em sistemas de baixo fluxo seja limitada, não há evidência de disfunção renal atribuída ao Composto A.
Composto B: em situações clínicas, a concentração de Composto B detectada no circuito anestésico não excedeu 1,5 ppm. Exposição inalatória ao Composto B, sob concentração até 2.400 ppm (0,24%), por três horas, resultou em ausência de eventos adversos nos parâmetros renais ou na histologia tecidual em ratos Wistar. Estudos de eficácia e segurança clínica Eficácia: numerosos estudos clínicos foram conduzidos com sevoflurano, usado como anestésico para pacientes adultos e pediátricos. Os resultados demonstraram que o sevoflurano proporciona uma indução rápida e suave, bem como uma superficialização rápida da anestesia. Quando comparado com os anestésicos padrões, o sevoflurano foi associado a tempos mais rápidos para indução e também para eventos do despertar anestésico, como resposta a ordens e orientação.
Anestesia em adultos: em estudos com adultos nos quais foi realizada indução por máscara, foi demonstrado que sevoflurano promove indução anestésica rápida e suave. Em 28 estudos que envolveram 3.591 pacientes adultos (2022 com sevoflurano, 1196 com isoflurano, 111 com enflurano, 262 com propofol), ficou demonstrado que sevoflurano é um agente efetivo para manutenção anestésica; do mesmo modo evidenciou-se como agente apropriado para uso em neurocirurgia, cirurgia tipo cesariana, para pacientes submetidos a revascularização cardíaca e para os pacientes não-cardiopatas com risco de isquemia miocárdica.
Anestesia pediátrica: em 5 estudos que envolveram 1.498 pacientes (837 com sevoflurano, 661 com halotano), ficou demonstrado que sevoflurano é um agente efetivo para indução e manutenção anestésicas. A indução anestésica por máscara teve um tempo de indução mais curto e incidência de tosse menor do que halotano, de modo estatisticamente significativo.
Segurança: estudos clínicos em uma grande variedade de pacientes (adultos, crianças, idosos, nefropatas, hepatopatas, obesos, pacientes submetidos a revascularização cardíaca, pacientes tratados com aminoglicosídeos ou indutores metabólicos, pacientes expostos a repetidas cirurgias, pacientes submetidos a cirurgias com mais de 6 horas de duração), os resultados dos parâmetros laboratoriais (por exemplo, AST, ALT, fosfatase alcalina, creatinina sérica e uréia), bem como a incidência de eventos adversos relatados pelos investigadores em relação às funções renais e hepáticas, demonstram que sevoflurano não tem efeito clínico significativo sobre as funções renais e hepáticas, nem exacerbou disfunções hepática ou renal previamente existentes. Não houve diferença estatisticamente significante entre sevoflurano e os anestésicos padrões na proporção de pacientes que tiveram alterações nos parâmetros químicos clínicos. O impacto na função renal foi comparável entre o sevoflurano e as drogas da referência, entre tipos de circuitos de anestesia, entre taxas de fluxo, e entre pacientes com ou sem as concentrações de fluoreto inorgânico maior ou igual a 50µm. A incidência de disfunção renal foi menor do que 1% tanto para sevoflurano (0,17%) quanto para drogas de referência (0,22%) (isoflurano, halotano, enflurano e propofol). Em todos os casos existiu uma causa alternativa ou explicação razoável para o aparecimento da disfunção renal.
Disfunção hepática: sevoflurano é efetivo e bem tolerado como agente anestésico primário para manutenção anestésica em pacientes com disfunção hepática classe Child-Pugh A e B. Não exacerbou doença hepática pré-existente. Disfunção renal: em nefropatas com creatinina sérica basal maior ou igual a 1,5 mg/dL (130 micromole/L), o sevoflurano demonstrou não causar piora da função renal.

Uso em idosos, crianças e em outros grupos de risco

A CAM diminui com o passar da idade. A concentração média de sevoflurano para
atingir a CAM em um paciente de 80 anos é de aproximadamente 50% daquela
requerida para um paciente de 20 anos.

Informações

Descrição
Sevorane® (sevoflurano) é um agente anestésico líquido fluorado, não inflamável, para uso em anestesia geral inalatória, por meio de vaporização. É um derivado do
éter metil isopropílico. Sevorane® (sevoflurano) é quimicamente identificado
como éter fluorometil 1-(trifluorometil) 2,2,2-trifluoro etílico, possui um peso
molecular de 200,05 e apresenta as seguintes propriedades físico-químicas:
Ponto de ebulição a 760 mmHg ..................... 58,6°C
Gravidade específica a 20ºC ............... 1,520 . 1,525
Pressão de vapor (calculada), em mmHg**
a 20°C .......................157
a 25°C .......................197
a 36°C .......................317
**Equação para cálculo da pressão de vapor (mmHg): Log10 Pvap = A + B / T
Onde: A = 8,086; B = -1726,68; T = °C + 273,16o K (Kelvin)
Coeficientes de partilha a 37°C:
Água: gás ................... 0,36
Cérebro: gás................ 1,15
Óleo de oliva: gás........ 47,2 - 53,9
Sangue: gás................. 0,63 - 0,69
Coeficientes médios de partilha componente/gás a 25o C, para polímeros
geralmente usados em equipamentos médicos:
Borracha condutiva:....................14,0
Borracha butil:.............................7,7
Polivinil clorídrico:.......................17,4
Polietileno:..................................1,3
Sevorane® (sevoflurano) é um líquido claro e incolor, não inflamável e não explosivo, como definido pelos requerimentos da International Eletrotechnical Commission 601-2-13. Pelo menos 300 ppm de água são adicionados como inibidor de ácido de Lewis. Nenhum outro aditivo ou estabilizante químico é utilizado. Não possui odor irritativo; é pouco solúvel em água, mas miscível com etanol, éter, clorofórmio ou benzeno de petróleo.
Degradação do Sevoflurano
Sevoflurano é estável quando armazenado sob condições normais de luminosidade ambiente. Não ocorre degradação identificável na presença de ácidos fortes ou calor. Sevoflurano não possui efeito corrosivo sobre aço inoxidável, bronze, alumínio, bronze níquel-chapeado, bronze cromo-chapeado, ou à liga de cobre e berílio. Os anestésicos inalatórios podem sofrer degradação sob exposição a absorvedores de CO2, dentro da máquina de anestesia. Quando usado como orientado com absorventes frescos, a degradação do sevoflurano é mínima, e os degradantes, indetectáveis ou não-tóxicos.
A degradação do sevoflurano e a formação do produto subseqüente é realçada por aumento da temperatura do absorvente, absorvedor de CO2 desidratado ou ressecado (especialmente que contém potássio, por exemplo cal baricada), concentração aumentada de sevoflurano e baixo fluxo de gás fresco. O sevoflurano pode sofrer degradação alcalina por duas vias. A primeira resulta da perda do fluoreto de hidrogênio com a formação do fluorometil pentafluoroisopropenil éter (PIFE ou também conhecido como Composto A). A segunda via para a degradação do sevoflurano ocorre somente na presença de absorvedores dessecados de CO2 e conduz à dissociação do sevoflurano em hexafluoroisopropanol (HFIP) e formaldeído. O HFIP não tem efeitos tóxicos, não é genotóxico, é rapidamente glucuronidado e depurado, e tem toxicidade comparável ao sevoflurano.
O formaldeído está presente durante o processo metabólico normal. Uma vez exposto a um absorvedor altamente dessecado, o formaldeído pode ainda ser degradado em metanol e formato. O metabólito formato pode contribuir para a formação do monóxido de carbono, na presença da alta temperatura. O metanol pode reagir com o composto A , formando o composto B por metóxiadi ção. O composto B pode sofrer a eliminação HF posterior, formando os compostos C, D, e E. Com os absorvedores altamente dessecados, especialmente aqueles que contêm hidróxido de potássio (por exemplo, cal baricada), pode ocorrer a formação de formaldeído, metanol, monóxido de carbono, Composto A e talvez de alguns de seus produtos de degradação, Composto B, C, e D.

Dizeres legais

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA
Nº do lote, data de fabricação e validade: vide rótulo e cartucho.

Bula para o Paciente

Cuidados de armazenamento: sevoflurano não contém conservantes e, durante seu prazo de validade, apresenta estabilidade a temperatura ambiente. Embora seja bastante estável, deve-se evitar calor excessivo por período prolongado; a temperatura ideal de armazenamento é de 15 a 30º C. O prazo de validade está indicado na embalagem do produto. Somente deverá ser empregado por anestesiologista qualificado.

NÃO USE O MEDICAMENTO COM PRAZO DE VALIDADE VENCIDO. ANTES DE USAR, OBSERVE O ASPECTO DO MEDICAMENTO. INFORME SEU MÉDICO SOBRE QUALQUER MEDICAMENTO QUE ESTEJA USANDO ANTES DO INÍCIO OU DURANTE O TRATAMENTO. INFORME O SEU MÉDICO O APARECIMENTO DE REAÇÕES DESAGRADÁVEIS. TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
USO RESTRITO A HOSPITAIS.

O TRATAMENTO. INFORME O SEU MÉDICO O APARECIMENTO DE REAÇÕES DESAGRADÁVEIS. TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
USO RESTRITO A HOSPITAIS.