Bulas de Remédios

As bulas constantes no ER Clinic são meramente informativas. Em caso de dúvidas quanto ao conteúdo de algum medicamento, procure orientação de seu médico ou farmacêutico.

Laboratório

Sanofi

Apresentação

compr. 500 mg: cx. c/ 60.

Indicações

Sabril é indicado como coadjuvante no tratamento de pacientes com epilepsias parciais resistentes, com ou sem generalização secundária, as quais não estão satisfatoriamente controladas por outros fármacos antiepilépticos ou quando outras combinações de fármacos não foram toleradas. É indicado também em monoterapia no tratamento de espasmos infantis (Síndrome de West).

Contra-indicações

Contra-indicado para pacientes com história de hipersensibilidade à vigabatrina ou a qualquer um dos componentes da fórmula.

Advertências

Advertências Alteração no Campo Visual (ver Precauções e Reações Adversas): Foi relatado alteração no campo visual em cerca de 1/3 dos pacientes tratados com vigabatrina. Homens são o grupo de maior risco comparado às mulheres. Baseado em dados atualmente disponíveis, o modelo habitual é uma constrição concêntrica do campo visual de ambos os olhos, que é geralmente mais marcante nasalmente do que temporalmente. No campo visual central (com 30 graus de excentricidade), freqüentemente é constatado defeito nasal anular. A acuidade da visão central não é prejudicada. A maioria dos pacientes com alteração confirmada por campimetria não havia previamente percebido espontaneamente qualquer sintoma (eram assintomáticos), mesmo quando uma alteração grave foi observada com a campimetria. Conseqüentemente, este efeito indesejável só pode ser constatado confiavelmente por campimetria sistemática, que é geralmente possível somente em pacientes com mais de 9 anos de idade (ver Precauções). Casos graves de alterações no campo visual podem ter conseqüências práticas para o paciente. As evidências disponíveis sugerem que as alterações no campo visual podem persistir mesmo após a descontinuação do tratamento. O início ocorre após meses a anos de tratamento com vigabatrina. Uma possível associação entre o risco de alterações no campo visual e a extensão a exposição à vigabatrina, em relação a dose diária (de 1 grama para mais do que 3 gramas) e em relação à duração do tratamento tem sido mostrados em estudos clínicos abertos. Os dados de uma investigação sistemática de pacientes participantes de estudos clínicos indicam que o risco de desenvolvimento de alterações no campo visual com a continuação do tratamento com vigabatrina é baixo, se o paciente não as desenvolveu depois de 3 a 4 anos de tratamento. A vigabatrina não deve ser utilizada concomitantemente com drogas retinotóxicas. Baseado em dados atuais disponíveis, as alterações de campo visual podem resultar de níveis altos de GABA na retina. Precauções A vigabatrina deve ser utilizada com cautela em pacientes com histórico de psicose, depressão ou distúrbios comportamentais. Eventos psiquiátricos (por exemplo, agitação, depressão, pensamentos anormais, reações paranóicas) foram relatados durante a terapia com vigabatrina. Estes eventos ocorreram em pacientes com e sem histórico psiquiátrico e foram geralmente reversíveis quando as doses de vigabatrina foram reduzidas ou gradualmente descontinuadas. Nos estudos clínicos, ocorreu depressão em menos de 10% dos pacientes e raramente foi necessário descontinuar a medicação. Eventos menos comuns incluíram sintomas psicóticos. Raros relatos de sintomas encefalopáticos como sedação acentuada, letargia e confusão em associação com atividade de onda vagarosa não-específica em eletroencefalograma foram descritos logo após o início do tratamento com vigabatrina. Fatores de risco para o desenvolvimento destas reações incluem doses iniciais maiores que as recomendadas, assim como aumento de dose mais rápido que o recomendado e insuficiência renal. Estes eventos foram reversíveis após redução da dose ou descontinuação da vigabatrina. (Ver Reações Adversas). Alteração no Campo Visual (Ver Advertências e Reações Adversas): A vigabatrina não é recomendada para uso em pacientes com qualquer alteração clínica significativa no campo visual pré-existente. Todos os pacientes devem ser consultados por um oftalmologista e realizar um exame de campo visual antes do início do tratamento com vigabatrina. Para detectar alterações no campo visual, se possível, deve-se realizar exames de campo visual apropriados (campimetria) pelo uso de um campímetro estático padronizado (como o Humphrey ou Octopus) ou campímetro cinético (como o Goldmann) antes do início do tratamento e depois a intervalos de seis meses. O campímetro estático é o método de escolha para detecção de alteração de campo visual associado à vigabatrina. Vários parâmetros eletrorretinográficos parecem estar correlacionados com as alterações do campo visual associadas à vigabatrina; portanto, a eletrorretinografia pode ser útil somente em adultos, que não são capazes de colaborar com a campimetria ou em crianças com idade abaixo de 3 anos. Baseados nos dados disponíveis, o primeiro potencial oscilatório e respostas de vibração de 30 Hz do eletrorretinograma parecem estar correlacionados com as alterações do campo visual associadas à vigabatrina. Estas respostas são retardadas e reduzidas além dos limites normais. Tais alterações não foram vistas em pacientes tratados com vigabatrina sem uma alteração no campo visual. A descrição completa da freqüência e implicações do desenvolvimento de alterações no campo visual durante o tratamento com vigabatrina deve ser informada aos pacientes ou responsáveis pelos pacientes. Os pacientes devem ser instruídos para relatarem qualquer problema e sintomas que possam estar associados com constrição do campo visual. Se houver desenvolvimento de sintomas visuais, o paciente deve se consultar com um oftalmologista. Se alterações no campo visual forem detectadas durante o acompanhamento, a decisão de continuar ou descontinuar o tratamento deve ser baseada na avaliação individual de risco/benefício. Se a decisão tomada for a de continuar o tratamento, deve-se manter acompanhamento mais freqüente (campimetria) para se detectar a progressão ou alterações mais graves na visão. A realização de campimetria é raramente possível em crianças com menos de 9 anos de idade. Atualmente, não há método definido para se diagnosticar ou excluir alterações no campo visual em crianças nas quais não se pode realizar a campimetria padrão. Um método especialmente desenvolvido baseado em campo específico de potencial evocado visual (VEP) está disponível para testar a presença de visão periférica em crianças com idade igual ou superior a 3 anos. Se o método revelar resposta normal para o campo visual central, porém ausência de resposta periférica, o risco-benefício da utilização de vigabatrina deve ser revisado e deve-se considerar sua gradual descontinuação. A presença de visão periférica não exclui a possibilidade de desenvolvimento de alteração no campo visual. Como com outros fármacos antiepiléticos, alguns pacientes podem apresentar um aumento na freqüência de convulsões, incluindo status epilepticus ou o início de novos tipos de convulsão com o uso de vigabatrina. Casos de reinício de espasmos mioclônicos, assim como exacerbação dos pré-existentes podem ocorrer raramente (Ver Reações Adversas). Como outros medicamentos antiepilépticos, a suspensão abrupta de vigabatrina pode ocasionar convulsões em efeito rebote. Portanto, é recomendável que se descontinue o tratamento com redução gradual da posologia do medicamento por um período de 2 a 4 semanas. A vigabatrina é eliminada pelos rins; portanto recomenda-se cuidado na administração do fármaco a pacientes com clearance de creatinina inferior a 60 mL/min. Devido ao reduzido clearance de creatinina em idosos, com função renal normal ou reduzida, precauções semelhantes são necessárias. Estes pacientes devem ser cuidadosamente monitorados para reações adversas tais como sedação e confusão.

Uso na gravidez

Não foram conduzidos estudos adequados e bem controlados com vigabatrina em grávidas. A vigabatrina não deve ser utilizada durante a gestação a não ser que os benefícios potenciais justifiquem os riscos potenciais ao feto. O risco de malformação congênita demonstrou ser de 2 a 3 vezes maior em crianças nascidas de mães tratadas com um antiepiléptico; aqueles mais frequentemente relatados foram: fenda labial, distúrbios cardiovasculares e alterações no tubo neural. Politerapia com drogas antiepilépticas podem estar associadas com um maior risco de malformação congênita do que em monoterapias. Baseado em dados num número limitado de grávidas expostas com vigabatrina, disponível de relatos espontâneos, resultados anormais (anomalia congênita ou abortos espontâneos) forma relatados nos descendentes de mães usando vigabatrina. Não se pode obter conclusões definitivas quanto à vigabatrina aumentar o risco de malformação quando administrada durante a gravidez, devido a dados limitados e a ingestão concomitante de outras drogas antiepilépticas durante a gravidez. Devem ser alertadas todas as pacientes que possam engravidar ou que estejam em período fértil. A necessidade do tratamento antiepiléptico deve ser reavaliada quando a paciente planeja uma gravidez. Se a paciente estiver grávida a terapia antiepiléptica não deve ser interrompida abruptamente, devido ao risco de reincidência de ataque epiléptico que podem ter sérios resultados para a mãe e para a criança. Em coelhos, vigabatrina foi associada com uma baixa incidência de fenda palatina em doses de 150 (2%) e 200 (9%) mg/kg/dia (3 a 4 vezes a dose humana); estas doses maiores também apresentaram toxicidade materna, evidenciadas pela diminuição do peso corporal e consumo de alimentos. Foram observados baixo peso corporal e várias malformações esqueléticas em fetos de camundongos TO para os quais foi administrada uma dose única de vigabatrina de 300 mg/Kg por via intraperitoneal (6 vezes a dose humana); efeitos embrio-fetais adicionais observados após dose única intraperitoneal de 450 mg/Kg (9 vezes a dose humana) incluíram aumento de reabsorção e 2% de incidência de exonfalia; foi observada letalidade materna após dose intraperitoneal de 600 mg/Kg. Em ratos, doses de até 150 mg/kg/dia (3 vezes a dose humana) não foram teratogênicas. Efeitos na fertilidade: Em estudos de reprodução e fertilidade, com doses de até 150 mg/kg/dia, que correspondem a aproximadamente 3 vezes a dose recomendada para humanos, não foram demonstrados efeitos na fertilidade de ratos machos ou fêmeas. . Lactação - A vigabatrina é excretada em baixas concentrações no leite materno. Baseado na concentração de vigabatrina no leite materno de uma paciente, foi estimado que 0,3% de uma dose diária materna de 2g diários foi excretada no leite materno. Portanto, uma decisão deve ser tomada quanto a descontinuação da lactação ou do tratamento da mãe, levando em consideração a importância do fármaco para a mesma.

Interações medicamentosas

Como Sabril não é metabolizado no fígado, não se liga a proteínas, tampouco é indutor do sistema enzimático do citocromo P450, interações com outras drogas são pouco prováveis. Durante a administração concomitante com vigabatrina foi relatado diminuição dos níveis plasmáticos de fenitoína em alguns dos estudos clínicos realizados, porém não em outros. Nos estudos em que se observou redução nos níveis de fenitoína, as reduções médias foram de 16 a 33%. A natureza exata desta interação ainda não foi elucidada; no entanto, aparentemente esta interação não é clinicamente relevante. As concentrações plasmáticas de carbamazepina, fenobarbital, primidona e valproato de sódio também foram monitoradas durante estudos clínicos controlados, e não foram detectadas interações clínicas significativas. Interferência com testes diagnóstico e laboratorial: A vigabatrina pode levar a uma diminuição da mensuração da atividade plasmática da alanina aminotransferase (ALT) e em menor escala, da aspartato aminotransferase (AST). A magnitude da supressão para a ALT tem sido relatada variando entre 30-100%. Sendo assim, estes testes hepáticos podem ser não confiáveis quantitativamente aos pacientes que fazem uso de vigabatrina. A vigabatrina pode aumentar a quantidade de aminoácidos na urina, possivelmente levando a um teste falso-positivo para determinadas doenças metabólicas genéticas raras (ex. alfa aminoadípico acidúria). Especula-se que este efeito ocorra devido à inibição de outras transaminases pela vigatrina; entretanto, este efeito não tem importância clínica relevante, a não ser pelo fato de potencialmente levar à resultados falso-positivos em testes laboratoriais.

Reações adversas / Efeitos colaterais

Dados coletados de farmacovigilância sugerem que aproximadamente 1/3 dos pacientes que realizam tratamento com vigabatrina desenvolvem alterações no campo visual (ver Precauções e Advertências). Os efeitos indesejáveis relatados foram principalmente no sistema nervoso central tais como: sedação, sonolência, fadiga e concentração prejudicada. Os efeitos adversos mais comumente relatados em crianças foram excitação e agitação. A incidência destes efeitos indesejáveis foram geralmente mais freqüentes no início do tratamento, diminuindo por sua vez com o tempo. Alguns pacientes podem apresentar um aumento na freqüência das convulsões, incluindo status epilepticus durante o tratamento com vigabatrina. Pacientes com convulsões mioclônicas podem estar particularmente susceptíveis a este efeito. Casos de reinício de espasmos mioclônicos, assim como exacerbação dos pré-existentes podem ocorrer raramente. Freqüências dos efeitos indesejáveis estão listados a seguir de acordo com a seguinte convenção: Muito comum (>=1/10); comum (>=1/100 à <1/10); incomum (=1/1.000 à <1/100); raro (=1/10.000 à <1/1.000); muito raro (<1/10.000), desconhecido (não pode ser estimado por dados disponíveis). Pesquisa * Comum: Aumento de peso Desordens no sistema nervoso Muito comum: sonolência Comum: desordem na fala, cefaléia, vertigem, parestesia, distúrbios na atenção e memória prejudicada, mente prejudicada (através de distúrbios), tremor. Incomum: má coordenação dos movimentos do corpo (ataxia) Raro: encefalopatia ** Muito raro: neurite óptica Desordens oculares Muito comum: alteração no campo visual Comum: visão embaçada, diplopia, nistagmo Raro: alteração da retina (tal como atrofia periférica da retina) Muito raro: atrofia óptica Desordens gastrintestinais Comum: náusea, dor abdominal Desordens nos tecidos cutâneos e subcutâneos Incomum: erupção cutânea Comum: angioedema, urticária Desordens gerais Muito comum: fadiga Comum: edema, irritabilidade Desordens psiquiátricas *** Muito comum: excitação (crianças), agitação (crianças) Comum: agitação, agressão, nervosismo, depressão, reações paranóicas Incomum: hipomania, mania, desordem psicótica Raro: tentativa de suicídio Muito raro: alucinações O tratamento crônico com vigabatrina pode ser associado a um leve decréscimo na taxa de hemoglobina, que raramente atinge significância clínica. A diminuição dos níveis de ALT e AST observada é considerada como sendo resultante da inibição destas aminotransferases pela vigabatrina (ver Interferência com testes diagnóstico e laboratorial). **Foram descritos raros casos de sedação acentuada, letargia e confusão associada com uma atividade não específica de onda lenta em eletroencefalograma imediatamente após introdução da terapia com vigabatrina. Estes casos foram reversíveis, após redução a interrupção da vigabatrina. ***Reações psiquiátricas foram relatadas durante a terapia de vigabatrina. Essas reações ocorreram em pacientes com e sem histórico psiquiátrico e foram geralmente reversíveis quando as doses de vigabatrina foram reduzidas ou gradualmente descontinuadas. (Ver itens Advertências e Precauções). A depressão foi uma reação psiquiátrica comum em estudos clínicos e raramente foi necessário interromper a vigabatrina.

Posologia

ADULTOS: Sabril é administrado por via oral, uma ou duas vezes ao dia. A dose inicial recomendada é de 1 g (2 comprimidos), que deve ser adicionada à droga antiepiléptica em uso pelo paciente. Se necessário, a posologia pode ser aumentada gradualmente em frações de 0,5 g semanalmente ou a intervalos maiores, dependendo da resposta clínica e tolerabilidade. A máxima eficácia é geralmente obtida nas doses entre 2 e 3 g/dia. Doses acima de 3g/dia devem ser administradas somente em circunstâncias excepcionais com monitorização rigorosa dos eventos adversos. Os comprimidos podem ser ingeridos antes ou após as refeições. USO PEDIÁTRICO: A dose inicial recomendada é de 40 mg/kg/dia. Doses de manutenção recomendadas: Peso corpóreo: 10 a 15 kg: 1 a 2 comprimidos/dia: 0,5 - 1g/dia 15 a 30 kg: 2 a 3 comprimidos/dia: 1 - 1,5 g/dia 30 a 50 kg: 3 a 6 comprimidos/dia: 1,5 - 3 g/dia >50kg: 4 a 6 comprimidos/dia: 2 – 3 g/dia Doses acima de 3g/dia devem ser administradas somente em circunstâncias excepcionais com monitorização rigorosa dos eventos adversos. Monoterapia de espasmos infantis (Síndrome de West): A dose inicial recomendada é de 50 mg/kg/dia. Se necessário, esta dose pode ser fracionada por um período de uma semana alcançando no máximo 150 mg/Kg/dia. A resposta ao tratamento usualmente ocorre em duas semanas. Doses maiores foram utilizadas em um número pequeno de pacientes. USO EM IDOSOS E EM PACIENTES COM INSUFICIÊNCIA RENAL: Sabril é eliminado pelos rins e, portanto, deve-se ter cuidado quando se administrar a droga a pacientes idosos e, particularmente, a pacientes com clearance de creatinina inferior a 60 mL/min. É recomendável que tais pacientes iniciem o tratamento com posologias menores e sejam cuidadosamente observados em relação a efeitos adversos como sedação ou confusão mental. Os comprimidos podem ser ingeridos antes ou após as refeições.

Superdosagem

Experiência humana: Sintomas: Foram relatados casos de superdosagem com vigabatrina. Comumente os casos de superdosagem relatados foram com doses de 7,5 a 30 g, e em alguns casos até 90 g. Aproximadamente metade dos casos envolvia várias drogas. Os sintomas incluíram principalmente sonolência e coma. Outros sintomas menos freqüentes incluíram vertigem, cefaléia, psicose, depressão respiratória ou apnéia, bradicardia, hipotensão, agitação, irritabilidade, confusão, alteração no comportamento e desordens na fala, nenhum dos casos resultando em óbito do paciente. Tratamento: Não há antídoto específico. Recomenda-se as medidas usuais de suporte. Devem ser consideradas medidas para remover a droga não absorvida. O carvão ativado não mostrou adsorção significante à vigabatrina em estudo in vitro. A eficácia da hemodiálise para o tratamento de superdosagem com vigabatrina é desconhecida. Em casos isolados de pacientes com insuficiência renal, recebendo doses terapêuticas de vigabatrina, a hemodiálise reduziu a concentração plasmática da droga de 40 a 60%.

Informações

A vigabatrina é um anticonvulsivante eficaz em uma variedade de modelos experimentais de epilepsia e tem seu mecanismo de ação claramente definido. O mecanismo de ação é atribuído à inibição dose-dependente da enzima GABA-transaminase (GABA-T) e conseqüente aumento dos níveis do inibidor da neurotransmissão GABA (ácido gama-aminobutírico). Estudos clínicos controlados de curta e longa duração demonstraram que Sabril (vigabatrina) reduz a freqüência das crises quando administrado como terapêutica adjuvante ou monoterapia na epilepsia não controlada adequadamente por antiepilépticos convencionais ou como monoterapia em espamos infantis. Sua eficácia é particularmente nítida em pacientes com crises parciais. Em dois estudos duplo-cegos placebo controlados em pacientes epilépticos que receberam vigabatrina por 4 meses e em estudos não controlados, incluindo um estudo de 16 pacientes pediátricos que receberam vigabatrina durante 1 a 30 meses (média de 11 meses), estudos de imagens de ressonância magnética não mostraram quaisquer alterações ou anormalidades sugestivas de edema intramielínico. Não foi observada nenhuma alteração na latência que fosse estatisticamente significativa em testes de potencial evocado visual (VEP), potencial evocado somatosensorial (SEP) e potencial evocado de tronco cerebral (BEP) entre os pacientes tratados com vigabatrina e placebo após 4 meses de tratamento. Não foram observadas alterações no VEP e SEP em estudos não controlados incluindo pacientes acompanhados por até 9 anos. Exemplares postmortem e cirúrgicos de tecido cerebral de pacientes tratados com vigabatrina não evidenciaram edema intramielínico.

estudos não controlados incluindo pacientes acompanhados por até 9 anos. Exemplares postmortem e cirúrgicos de tecido cerebral de pacientes tratados com vigabatrina não evidenciaram edema intramielínico.