Bulas de Remédios

As bulas constantes no ER Clinic são meramente informativas. Em caso de dúvidas quanto ao conteúdo de algum medicamento, procure orientação de seu médico ou farmacêutico.

Laboratório

Genérico

Referência

Estavudina

Apresentação

cáps. de 30 e 40 mg.

Indicações

ZERITAVIR, em combinação com outros agentes anti-retrovirais, é indicado no tratamento de infecção pelo HIV, fazendo parte de regimes de tratamento anti-retrovirais adequados, incluindo o uso associado com outros nucleosídeos análogos e não nucleosídeos análogos inibidores da transcriptase reversa e inibidores de protease do HIV. ATENÇÃO: A CO-ADMINISTRAÇÃO DE ZERITAVIR COM ZIDOVUDINA NÃO É RECOMENDADA (vide INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS e CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS).

Contra-indicações

ZERITAVIR é contra-indicado em pacientes com hipersensibilidade à Estavudina ou a algum componente da formulação.

Advertências

Disfunção Hepática Relatou-se hepatite ou insuficiência hepática, as quais foram fatais em alguns casos, com ZERITAVIR. Hepatotoxicidade e disfunção hepática resultando em morte foram relatadas durante a farmacovigilância em pacientes infectados por HIV tratados com agentes anti-retrovirais em combinação com hidroxiuréia. Eventos hepáticos fatais foram relatados mais freqüentemente em pacientes tratados com combinação de hidroxiuréia, didanosina, e Estavudina. A segurança e eficácia de ZERITAVIR não foram estabelecidas em pacientes com desordens hepáticas subjacentes significantes. Durante combinação de terapia antiretroviral, pacientes com disfunção hepática pré-existente, incluindo hepatite ativa crônica, apresentaram aumentada freqüência de anormalidades na função hepática, incluindo eventos adversos hepáticos graves e potencialmente fatais, e devem ser monitorados de acordo com prática padrão. Se houver evidência de piora da doença hepática nestes pacientes, interrupção ou descontinuação do tratamento deve ser considerada. Insuficiência Renal O clearance diminui à medida que o clearance de creatinina diminui; portanto é recomendado o ajuste da dose de ZERITAVIR em pacientes com a função renal reduzida (clearance de creatinina =50 mL/min.; ver POSOLOGIA). Síndrome de Reconstituição Imune Síndrome de reconstituição imune foi relatada em pacientes tratados com combinação de terapia antiretroviral, incluindo ZERITAVIR. Em pacientes com imunodeficiência grave no período de instituição da combinação da terapia antiretroviral, uma reação inflamatória aos patógenos oportunistas indolentes ou residuais pode acontecer e causar condições clínicas ou agravação dos sintomas. Exemplos relevantes são a retinite por citomegalovírus, generalizada e/ou infecções locais por micobactérias e pneumonia por Pneumocystis carinii. Qualquer sintoma inflamatório deve ser avaliado, e tratamento deve ser instituído, caso necessário. Redistribuição de Gordura A redistribuição/acúmulo de gordura corporal, incluindo obesidade, aumento da gordura dorsocervical (corcunda-de-búfalo), perda de gordura periférica e na face, alargamento peitoral e “aparência cushingóide”, foram observados em pacientes que recebem terapia anti-retroviral. O mecanismo e as conseqüências a longo prazo destes eventos são atualmente desconhecidos. Uma relação causal não foi estabelecida.Carcinogênese, mutagênese, infertilidade Em estudos de carcinogenicidade com duração de dois anos em camundongos e ratos, Estavudina não foi carcinogênica a doses que produzissem exposições (AUC) 39 e 168 vezes, respectivamente, à dose clínica recomendada para humanos. Tumores hepáticos benignos e malignos em camundongos e ratos e tumores malignos na bexiga em ratos machos ocorreram apenas a maiores níveis de exposição, 250 (camundongos) e 732-1785 (ratos) vezes a exposição humana à dose clínica recomendada. Estavudina não foi mutagênica no teste de Ames, na mutação reversa com E.coli, ou nos ensaios de CHO/HGPRT de mutações gênicas, provocadas, em células mamárias, com ou sem ativação metabólica. Estavudina produziu resultados positivos em ensaios in vitro de clastogênese com linfócitos humanos e fibroblasto de ratos, e em teste in vivo de micronúcleos de ratos. Em ensaios in vitro, Estavudina aumentou a freqüência das aberrações cromossômicas em linfócitos humanos (25 – 250 µg/mL, com ou sem ativação metabólica). Outros análogos de nucleosídeos e timidina natural apresentaram os mesmos efeitos. Em ensaios in vivo de micronúcleos, apresentaram atividade clastogênica em células da medula óssea de camundongos a doses entre 600 a 2000 mg/kg/dia, por 3 dias. Nenhuma evidência de infertilidade foi observada em ratos com exposições (baseadas em Cmax) maiores do que 216 vezes o observado à dose clínica recomendada.

Uso na gravidez

Categoria de risco na gravidez: C Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista. Estudos de reprodução foram realizados em ratos e coelhos com exposições (baseadas no Cmax) de até 399 e 183 vezes, respectivamente, o observado a dosagens clínicas de 1mg/kg/dia e não revelou evidência de teratogenicidade. A incidência de fetos com variação esquelética comum, não ossificado ou com ossificação incompleta de esternébra, foi aumentada em ratos a 399 vezes a exposição humana, enquanto que nenhum efeito foi observado a 216 vezes a exposição humana. Uma perda insignificante pós-implantação foi notado a 216 a exposição humana com nenhum efeito notado a aproximadamente 135 vezes a exposição humana. Um aumento na mortalidade neonatal de ratos (do nascimento até 4 dias de idade) ocorreu a 399 vezes a exposição humana, enquanto que a sobrevivência de neonatos não foi afetada a aproximadamente 135 vezes a exposição humana. Um estudo em ratos mostrou que Estavudina é transferida para o feto através da placenta. A concentração no tecido fetal foi aproximadamente a metade da concentração no plasma materno. Estudos de reprodução animal nem sempre são compatíveis para a resposta humana. Não há estudos adequados e bem controlados envolvendo mulheres grávidas. A Estavudina deve ser usada durante a gravidez somente se o benefício justificar o risco potencial. Foi relatado acidose lática fatal em mulheres grávidas que receberam a associação e didanosina com outros agentes anti-retrovirais. Não está esclarecido se a gravidez aumenta o risco de acidose lática ou síndrome de esteatose hepática reportados em mulheres não grávidas recebendo análogos de nucleosídeo. A associação e didanosina deve ser usada com cautela durante a gravidez e é recomendada apenas se o benefício superar claramente o risco potencial. Profissionais de saúde devem estar alertas quanto ao diagnóstico precoce da acidose lática/síndrome da esteatose hepática em pacientes grávidas infectadas pelo HIV recebendo Estavudina . Lactação Estudos em ratas lactantes demonstraram que Estavudina é excretada no leite. Embora não seja conhecido se Estavudina é excretada no leite humano, existe um potencial para efeitos adversos de Estavudina em lactentes. Devido ao potencial de transmissão de HIV e ao potencial de reações adversas sérias em lactentes, as mães devem ser instruídas a suspender a amamentação se estiverem recebendo ZERITAVIR. Diabetes Mellitus ZERITAVIR pó para solução oral contém 50 mg de sacarose por mL de solução reconstituída. Atenção: ZERITAVIR pó para solução oral contém açúcar, portanto deve ser utilizado com cautela em portadores de diabetes. Intolerância à Lactose As cápsulas de ZERITAVIR contêm lactose (120 e 240 mg, dependendo da concentração da cápsula). Esta quantidade é provavelmente insuficiente para induzir sintomas específicos de intolerância.

Interações medicamentosas

A zidovudina pode inibir de forma competitiva a fosforilação intracelular da Estavudina (vide FARMACOLOGIA CLÍNICA). Portanto não é recomendado o uso associado de zidovudina e ZERITAVIR. In vitro, dados indicam que a fosforilação também é inibida a concentrações relevantes pela doxorubicina e ribavirin, portanto, a co-administração de Estavudina tanto com doxorubicina como com ribavirina deve ser feita com cautela. Não foram observadas interações farmacocinéticas entre ZERITAVIR e didanosina, lamivudina (3TC) ou nelfinavir, quando co-administrados com ZERITAVIR em estudos clínicos. Estavudina não inibe a maior parte das isoformas do citocromo P450 CYP1A2, CYP2C9, CYP2C19, CYP2D6, e CYP3A4; portanto, é improvável que interações medicamentosas clinicamente significantes ocorram com drogas metabolizadas através destas vias. Estudos em animais demonstraram que drogas que afetam o metabolismo hepático não têm efeito na distribuição da Estavudina. Estavudina não se liga às proteínas plasmáticas e não é esperado que afete a farmacocinética das drogas que se ligam a estas proteínas. As Tabelas 6 e 7 resumem os efeitos de AUC e Cmax, com 95% do Intervalo de Confiança (IC) quando disponível, após co-adminsitração de ZERITAVIR com didanosina, lamivudina, e nelfinavir. Nenhuma interação farmacocinética clinicamente significativa foi observada.

Reações adversas / Efeitos colaterais

Acidose lática fatal ocorreu em pacientes tratados com ZERITAVIR em combinação com outros agentes anti-retrovirais. Pacientes com suspeita de acidose lática devem imediatamente suspender a terapia com ZERITAVIR. A descontinuação permanente deve ser considerada para pacientes com acidose lática confirmada. A terapia com ZERITAVIR foi raramente associada com fraqueza muscular, ocorrendo predominantemente acidose lática. Se o paciente desenvolver fraqueza motora, ZERITAVIR deve ser descontinuado. A terapia com ZERITAVIR foi também associada com neuropatia periférica sensorial, que pode ser grave, e é relacionado à dose, ocorrendo mais freqüentemente em pacientes tratados com drogas neurotóxicas, incluindo didanosina, em pacientes com infecção pelo HIV em estágio avançado, ou em pacientes com história prévia de neuropatia periférica. Pacientes devem ser monitorados para o desenvolvimento de neuropatia, que é normalmente manifestada por dormência, formigamento, ou dor nos pés e nas mãos. Neuropatia periférica relacionada à Estavudina pode se resolver se terapia for prontamente descontinuada. Se os sintomas se resolverem completamente, pacientes podem tolerar a reintrodução do tratamento, com uso da metade da dose (vide POSOLOGIA). Se neuropatia reaparecer depois da reintrodução, a descontinuação permanente de ZERITAVIR deve ser considerada. Quando ZERITAVIR é usado em combinação a outros agentes com toxicidades similares, a incidência de eventos adversos pode ser maior do que quando ZERITAVIR é usado isoladamente. Pancreatite, neuropatia periférica e anormalidades da função hepática ocorreram com maior freqüência em pacientes tratados com ZERITAVIR e didanosina, com ou sem hidroxiuréia. Pancreatite fatal e hepatotoxicidade podem ocorrer mais freqüentemente em pacientes tratados com ZERITAVIR em associação com didanosina e hidroxiuréia (vide ADVERTÊNCIAS e PRECAUÇÕES).

Posologia

A dose recomendada baseada no peso corporal é a seguinte: Adultos (12 anos ou mais) 40 mg a cada 12 horas para pacientes = 60 kg 30 mg a cada 12 horas para pacientes <60 kg Pacientes Pediátricos 0,5 mg/kg a cada 12 horas para recém-nascidos até 13 dias de vida 1 mg/kg a cada 12 horas para pacientes a partir de 14 dias e < 30 kg 30 mg a cada 12 horas para pacientes = 30 Kg a < 60 kg 40 mg a cada 12 horas para pacientes = 60 kg Ajuste de Dose - Neuropatia periférica Os pacientes devem ser monitorados com relação ao desenvolvimento de neuropatia periférica, geralmente caracterizado por dormência, formigamento ou dor nos pés ou nas mãos. Pode haver dificuldade para identificação destes sintomas em crianças (vide ADVERTÊNCIAS). Caso se desenvolvam sintomas, o tratamento com ZERITAVIR deve ser interrompido. Os sintomas podem desaparecer caso a terapia seja prontamente retirada. Alguns pacientes podem passar por uma piora temporária dos sintomas após a descontinuação da terapia. Se os sintomas forem completamente resolvidos, o paciente pode tolerar a reintrodução do tratamento com uso da metade da dose recomendada: 20 mg a cada 12 horas para pacientes = 60 kg 15 mg a cada 12 horas para pacientes <60 kg Se neuropatia periférica reaparecer após redução de ZERITAVIR, a descontinuação permanente deve ser considerada. Ajuste de dose - Insuficiência hepática Não é necessário ajuste inicial da dosagem em pacientes com insuficiência hepática estável. Caso ocorram rápidas elevações dos níveis de transaminases, o tratamento com ZERITAVIR deve ser suspenso. Ajuste de dose - Insuficiência renal Adultos: ZERITAVIR pode ser administrado para pacientes adultos com insuficiência renal. As seguintes dosagens são recomendadas: Ajuste de Dose em Pacientes com Insuficiência Renal CLEARANCE DE DOSAGEM RECOMENDADA DE ZERITAVIR POR PESO CREATININA (mL/min) = 60 kg < 60 kg > 50* 40 mg a cada 12 horas* 30 mg a cada 12 horas * 26-50 20 mg a cada 12 horas 15 mg a cada 12 horas = 25** 20 mg a cada 24 horas 15 mg a cada 24 horas * Dose normal, sem necessidade de ajuste. ** Para pacientes em hemodiálise, a dose diária de ZERITAVIR deve ser administrada após o término da sessão. Em dias que não há diálise, ZERITAVIR deve ser administrado no mesmo período do dia em que foi administrado nos dias de diálise.

Superdosagem

Experiências com adultos tratados com formulação de liberação imediata de 12 a 24 vezes a dose diária recomendada não mostraram toxicidade aguda. Complicações de superdose crônica inclui neuropatia periférica e toxicidade hepática. A Estavudina pode ser removida por hemodiálise sendo o desvio padrão médio do clearance de 120 ± 18 mL/min. Não se tem conhecimento se a Estavudina é eliminada por diálise peritoneal.

Características farmacológicas

ZERITAVIR contém Estavudina, também conhecida como d4T, um nucleosídeo sintético análogo à timidina. É um agente antiretroviral, ativo contra o vírus da imunodeficiência humana (HIV). O nome químico é 2’,3’-didehidro-3’deoxitimidina. Estavudina apresenta a seguinte fórmula estrutural:Mecanismo de Ação e Microbiologia A Estavudina inibe a replicação do HIV em cultura de células humanas. É fosforilada pelas quinases celulares para o metabólito ativo trifosfato. O trifostato inibe a atividade da transcriptase reversa do HIV através da competição com o substrato natural, o trifosfato timidina e através da interrupção da cadeia de DNA seguida de sua incorporação ao DNA viral, devido à ausência do grupo 3'-hidroxil, o qual é necessário para a elongação do DNA. O trifosfato de Estavudina inibe as polimerases ß e a do DNA celular e reduz significativamente o DNA mitocondrial. A polimerase ? do DNA celular também é sensível a inibição pelo trifosfato de Estavudina. Uma cepa de HIV isolada por via in vitro sofreu mutação no resíduo do aminoácido 75 e demonstrou sensibilidade reduzida à Estavudina. Contudo, este fenótipo resistente parece ser específico da cepa, desde que a substituição 75 apresenta-se com freqüência de 1 a 2% em isolados clínicos e estes isolados permanecem sensíveis à Estavudina. A avaliação dos dados de pacientes isolados são compatíveis com o desenvolvimento lento de níveis modestos de resistência. Nenhuma alteração de aminoácido foi identificada nos isolados clínicos que resultassem em resistência específica à Estavudina. A Estavudina é, contudo, afetada pela resistência multi-droga associada a mutações como Q151M. A relação entre a sensibilidade in vitro do HIV à Estavudina e à resposta clínica a terapia não está bem estabelecida. Do ponto de vista clínico, ZERITAVIR foi estudado em várias combinações com outras classes de drogas anti-retrovirais, a combinação de zidovudina com ZERITAVIR não é recomendada (vide PRECAUÇÕES/Interações medicamentosas). Ambas as drogas são fosforiladas pela mesma enzima celular (timidina quinase), que preferencialmente fosforila a zidovudina, dessa forma diminuindo a fosforilação da Estavudina para a sua forma ativa de trifosfato. Com base em teste in vitro, a fosforilação da Estavudina também demonstrou ser inibida a concentrações relevantes pela doxorrubicina e a ribavarina. Atividade Anti-viral A atividade anti-viral in vitro foi medida em células sangüíneas mononucleares periféricas, e linhas de células linfoblastóides. A concentração da droga necessária para inibir a replicação HIV-1 em 50% (IC50) variou de 0,009 a 4 µM em relação a isolados de HIV-1 laboratoriais e clínicos. In vitro, a Estavudina demonstrou atividade antagonista aditiva quando em combinação com zidovudina. Estavudina em combinação com abacavir, didanosina, tenofovir, ou zalcitabina demonstrou atividade anti-HIV-1 sinérgica. Ribavirina, a concentrações testadas de 9- 45 µM, reduziu a atividade anti-HIV-1 da Estavudina em 2,5-5 vezes. A relação entre a susceptibilidade de HIV-1 à Estavudina in vitro e a inibição da replicação de HIV-1 em humanos não foi estabelecida. Resistência à Droga Isolados de HIV-1 com susceptibilidade reduzida à Estavudina foram selecionados in vitro (cepa específica) e foram também obtidos de pacientes tratados com Estavudina. Análises fenotípicas de isolados de HIV-1 de 61 pacientes recebendo monoterapia prolongada (6-29 meses) demonstrou que isolados da pós-terapia de quatro pacientes exibiram valores de IC50 maiores que quatro vezes (faixa entre 7-16 vezes) a média da susceptibilidade pré-tratamento de isolados basais. Destes, isolados de HIV-1 de um paciente continham mutações T215Y e K219E associadas à resistência à zidovudina, e isolados de outro paciente continham mutação Q151M associada à resistência múltipla a nucleosídeos. Mutações no gene RT de isolados de HIV-1 de outros dois pacientes não foram detectadas. A base genética das alterações na susceptibilidade de Estavudina não foi identificada.Resistência Cruzada A resistência cruzada entre inibidores da transcriptase reversa de HIV-1 foi observada. Muitos estudos demonstraram que o tratamento prolongado com Estavudina pode selecionar e/ou manter mutações associadas à resistência à zidovudina. Isolados de HIV-1 com uma ou mais mutações associadas à resistência à zidovudina (M41L, D67N, Z70R, L210W, T215Y/F, K219Q/E)exibiram susceptibilidade reduzida a Estavudina in vitro. Farmacocinética A farmacocinética foi avaliada em pacientes adultos e pediátricos infectados por HIV (Tabelas 1-3). As concentrações plasmáticas máximas (Cmax) e a área sob a curva de concentração plasmática x tempo (AUC) aumentaram proporcionalmente em relação à dose após tanto doses únicas quanto doses múltiplas abrangendo de 0,03 a 4mg/kg. Não há acúmulo significativo com administração repetida a cada 6, 8 ou 12 horas. - Adultos A Estavudina é rapidamente absorvida após administração oral. A biodisponibilidade absoluta média é 86,4%. Os picos de concentração plasmática (Cmax) ocorrem em até 1 hora após a administração e aumentam de maneira relacionada com a dose. Não foi observado acúmulo significativo com administrações repetidas a cada 6, 8 ou 12 horas. O trifosfato de Estavudina tem uma meia-vida intracelular de 3,5 horas nas células T e nas células mononucleares do sangue periférico. Um estudo em pacientes com infecção pelo HIV, assintomáticos, demonstrou que a exposição sistêmica (área sob a curva de concentração plasmática x tempo [AUC]) é similar se a Estavudina for administrada sob condições de jejum ou após uma refeição padronizada rica em gordura.Insuficiência Hepática Dados sobre a formulação de liberação imediata indicam que a farmacocinética da Estavudina em pacientes com insuficiência hepática é semelhante àquela em pacientes com função hepática normal. Além disso, a farmacocinética não foi alterada em cinco pacientes não infectados por HIV com insuficiência hepática secundária à cirrose (Classificação Child-Pugh B ou C) após administração de dose única de 40mg. Desta forma, não é necessário ajuste inicial da dose em pacientes com insuficiência hepática estável (vide POSOLOGIA). Sexo Uma análise da farmacocinética populacional de concentrações coletadas durante um estudo clínico controlado em pacientes infectados com HIV recebendo formulação de liberação imediata demonstrou nenhuma diferença clinicamente importante entre homens (n=291) e mulheres (n=27). Raça Uma análise da farmacocinética populacional de concentrações coletadas durante um estudo clínico controlado em pacientes infectados com HIV recebendo formulação de liberação imediata demonstrou não haver diferença clinicamente importante associada à raça (n=333 caucasianos, 49 afro-americanos, 41 hispânicos, 1 asiático e outros 4).

Resultados de eficácia

O Estudo START-2 foi um estudo aberto, multicêntrico, randomizado, de terapia de combinação de ZERITAVIR [d4T] (40mg duas vezes ao dia) com didanosina [ddI] (200mg duas vezes ao dia) e indinavir [IDV] (800mg três vezes ao dia) versus zidovudina [ZDV] (200mg três vezes ao dia) com lamivudina [3TC] (150mg ao dia) com indinavir [IDV] (800mg três vezes ao dia) para o tratamento de pacientes adultos infectados por HIV com contagem basal de CD4 >= 200 células/mm3 e um número basal de cópias de RNA de HIV plasmático >= 10000 cópias/mL e que não receberam tratamento prévio com anti-retrovirais. O estudo envolveu 205 pacientes (d4T+ddI+IDV, n=102; ZDV+3TC+IDV, n=103), com contagem média de células CD4 de 418 células/mm3 e carga viral média de 4,5log10 cópias/mL. Os resultados de eficácia estão apresentados na tabela 5. O Estudo START-1 foi um estudo aberto, multicêntrico, randomizado, de terapia de combinação de ZERITAVIR [d4T] (40mg duas vezes ao dia) com lamivudina [3TC] (150mg duas vezes ao dia) e indinavir [IDV] (800mg três vezes ao dia) versus zidovudina [ZDV] (200mg três vezes ao dia) com lamivudina [3TC] (150mg ao dia) com indinavir [IDV] (800mg três vezes ao dia) para o tratamento de pacientes adultos infectados por HIV com contagem basal de células CD4 >= 200 células/mm3 e um número basal de cópias de RNA de HIV plasmático de >= 5000 cópias/mL e que não receberam tratamento prévio com anti-retrovirais. O estudo envolveu 200 pacientes; uma análise dos primeiros 100 pacientes (d4T+ddI+IDV, n=49; ZDV+3TC+IDV, n=51) está descrita abaixo. A contagem média de células CD4 de 400 células/mm3 e carga viral média de 4,6log10 cópias/mL. Os resultados de eficácia estão apresentados na tabela 5. O Estudo AI455-054 foi um estudo aberto de terapia de combinação de ZERITAVIR [d4T] (40mg duas vezes ao dia) com didanosina [ddI] (200mg duas vezes ao dia) e nelfinavir [NFV] (750mg três vezes ao dia) para o tratamento de pacientes adultos infectados por HIV com um número de cópias de linha base de RNA de HIV plasmático de >= 10000 cópias/mL e que não receberam tratamento prévio com d4T, ddI, ou inibidores de protease. O estudo envolveu 22 pacientes, com contagem média de células CD4 de 315 células/mm3 e carga viral média de 4,8log10 cópias/mL.

Modo de usar

O intervalo entre as doses de ZERITAVIR deve ser de 12 horas. ZERITAVIR pode ser administrado sem levar em conta as refeições. Em pacientes com dificuldade para deglutir as cápsulas intactas, estas podem ser cuidadosamente abertas e o seu conteúdo distribuído sobre uma pequena quantidade de alimento. Não se deve utilizar ZERITAVIR com prazo de validade vencido. ZERITAVIR cápsulas deve ser conservado em frascos bem fechados.

Uso em idosos, crianças e em outros grupos de risco

Pacientes Pediátricos Os eventos adversos e as anormalidades laboratoriais relatados ocorreram em pacientes pediátricos entre o período do nascimento até a adolescência que receberam Estavudina em estudos clínicos, foram, em geral, similares àquelas observadas em adultos. Como os relatos de neuropatia periférica são menos freqüentes nos pacientes pediátricos, pode haver dificuldade na identificação de seus sintomas nesta população de pacientes.Uso geriátrico Os estudos clínicos de ZERITAVIR não incluíram número suficiente de pacientes com 65 anos de idade ou mais para determinar se eles responderiam diferentemente dos pacientes mais jovens. A maior sensibilidade de alguns pacientes idosos aos efeitos de ZERITAVIR não pode ser excluída. Em uma monoterapia do Programa de Acesso Expandido para pacientes com infecção por HIV avançada, neuropatia periférica ou sintomas de neuropatia periférica foram observados em 15 pacientes recebendo 20 mg duas vezes ao dia. De aproximadamente 12000 pacientes inclusos no Programa de Acesso Expandido, neuropatia periférica ou sintomas de neuropatia periférica foram desenvolvidos em 30% dos pacientes recebendo 40 mg duas vezes ao dia e 25% dos pacientes recebendo 20 mg duas vezes ao dia. Pacientes idosos devem ser cuidadosamente monitorados para sinais e sintomas de neuropatia periférica.ZERITAVIR é conhecido por ser substancialmente excretado pelos rins, e o risco de reações tóxicas a esta droga pode ser maior em pacientes com disfunção renal. Como pacientes idosos são mais propensos a ter função renal diminuída, pode ser útil o monitoramento da função renal. Ajuste de dose é recomendado para pacientes com disfunção renal (vide POSOLOGIA: Ajuste de Dose).Uso pediátrico O uso em pacientes pediátricos do nascimento à adolescência é suportado por evidência obtida a partir de estudos adequados e bem controlados com Estavudina em pacientes adultos com dados adicionais de farmacocinética e segurança em pacientes pediátricos. Relatos de eventos adversos e anormalidades laboratoriais ocorridos em pacientes pediátricos em estudos clínicos geralmente foram consistentes com o perfil de segurança em adultos. Estes estudos incluíram ACTG 240, onde 105 pacientes pediátricos com idades entre 3 meses a 6 anos receberam ZERITAVIR 2mg/kg/dia por uma média de 6,4 meses; um estudo clínico controlado onde 185 recém-nascidos receberam ZERITAVIR 2mg/kg/dia tanto sozinho quanto em combinação com didanosina desde o nascimento até 6 semanas de idade; e um estudo clínico onde 8 recém-nascidos receberam ZERITAVIR 2mg/kg/dia em combinação com didanosina e nelfinavir desde o nascimento até 4 semanas de idade. A farmacocinética foi avaliada em 25 pacientes pediátricos infectados por HIV com idades entre 5 semanas a 15 anos e um peso de 2 a 43 kg após administração IV ou oral de doses únicas e regimes de duas vezes ao dia e em 30 recém nascidos expostos ou infectados com idades entre a data do nascimento e 4 semanas após administração oral de regimes de duas vezes ao dia

Armazenagem

Conservar o produto em temperatura ambiente (entre 15 e 30ºC). Proteger da umidade excessiva.

Informações

USO ADULTO E PEDIÁTRICO COMPOSIÇÃO Cada cápsula de ZERITAVIR 30 mg ou 40 mg contém 30 mg ou 40 mg, respectivamente. Ingredientes inativos: celulose microcristalina, glicolato de amido sódico, lactose e estearato de magnésio. A cápsula gelatinosa dura é constituída de gelatina, dióxido de silício, laurilsulfato de sódio, dióxido de titânio e óxidos de ferro.

Dizeres legais

***nº do lote, data de fabricação e data de validade: vide cartucho. ***VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA – Só pode ser vendido com retenção da receita. ***ATENÇÃO - O USO INCORRETO CAUSA RESISTÊNCIA DO VÍRUS DA AIDS E FALHA NO TRATAMENTO Reg. MS – 1.0180.0251 Farm. Bioq. Resp.: Dra Tathiane Aoqui de Souza CRF-SP nº 26.655 Fabricado por: BRISTOL-MYERS SQUIBB MANUFACTURING COMPANY EVANSVILLE (INDIANA)- EUA Embalado por: BRISTOL-MYERS SQUIBB COMPANY MOUNT VERNON – EUA Importado por: BRISTOL-MYERS SQUIBB FARMACÊUTICA S.A. R. Carlos Gomes, 924 - Santo Amaro - São Paulo – SP CNPJ. 56.998.982/0001-07 – Indústria Brasileira ***Serviço de Atendimento ao Consumidor ***0800 727 6160 ***sac.brz@bms.com ***www.bristol.com.br

a é constituída de gelatina, dióxido de silício, laurilsulfato de sódio, dióxido de titânio e óxidos de ferro.

Dizeres legais

***nº do lote, data de fabricação e data de validade: vide cartucho. ***VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA – Só pode ser vendido com retenção da receita. ***ATENÇÃO - O USO INCORRETO CAUSA RESISTÊNCIA DO VÍRUS DA AIDS E FALHA NO TRATAMENTO Reg. MS – 1.0180.0251 Farm. Bioq. Resp.: Dra Tathiane Aoqui de Souza CRF-SP nº 26.655 Fabricado por: BRISTOL-MYERS SQUIBB MANUFACTURING COMPANY EVANSVILLE (INDIANA)- EUA Embalado por: BRISTOL-MYERS SQUIBB COMPANY MOUNT VERNON – EUA Importado por: BRISTOL-MYERS SQUIBB FARMACÊUTICA S.A. R. Carlos Gomes, 924 - Santo Amaro - São Paulo – SP CNPJ. 56.998.982/0001-07 – Indústria Brasileira ***Serviço de Atendimento ao Consumidor ***0800 727 6160 ***sac.brz@bms.com ***www.bristol.com.br