Bulas de Remédios

As bulas constantes no ER Clinic são meramente informativas. Em caso de dúvidas quanto ao conteúdo de algum medicamento, procure orientação de seu médico ou farmacêutico.

Laboratório

Cristália

Referência

Bupivacaína 5mg

Apresentação

Solução Injetável sem Vasoconstritor
0,25% - caixa com 10 frascos-ampola de 20 ml em estojo Sterile Pack
0,50% - caixa com 6 frascos-ampola de 20 ml
0,50% - caixa com 10 frascos-ampola de 20 ml em estojo Sterile Pack
0,75% - caixa com 10 frascos-ampola de 20 ml em estojo Sterile Pack
Solução Injetável com Epinefrina 1:200.000
0,25% - caixa com 10 frascos-ampola de 20 ml, Oxygen Free, em estojo Sterile Pack
0,50% - caixa com 6 frascos-ampola de 20 ml
0,50% - caixa com 10 frascos-ampola de 20 ml e 30 ml, Oxygen Free, em estojo Sterile Pack
0,75% - caixa com 10 frascos-ampola de 20 ml, Oxygen Free, em estojo Sterile Pack

Indicações

A Bupivacaína é indicada para a produção de anestesia local ou regional ou analgesia para cirurgia, procedimentos de cirurgia oral, procedimentos diagnósticos e terapêuticos e para procedimentos obstétricos. Somente as concentrações de 0,25% e 0,50% são indicadas para anestesia obstétrica.
O USO DE BUPIVACAÍNA NA CONCENTRAÇÃO DE 0,75% NÃO É RECOMENDADO PARA ANESTESIA OBSTÉTRICA.
A BUPIVACAÍNA NÃO É RECOMENDADA PARA ANESTESIA REGIONAL INTRAVENOSA (BLOQUEIO DE BIER).
As vias de administração e as concentrações de Cloridrato de Bupivacaína indicadas são:
Infiltração local .............................................. 0,25%
Bloqueio do nervo periférico .............. 0,25% e 0,5%
Bloqueio retrobulbar ...................................... 0,75%
Bloqueio simpático ......................................... 0,25%
Peridural lombar ..................... 0,25% e 0,5% 0,75%
(exceto para anestesia obstétrica)
Caudal ............................................... 0,25% e 0,5%
Dose Teste peridural ........................ Ver Precauções
(Ver Posologia para informações adicionais).

Contra-indicações

A Bupivacaína é contra-indicada em bloqueio anestésico paracervical obstétrico. O uso para essa técnica tem resultado em bradicardia fetal e morte.
A Bupivacaína é contra-indicada em pacientes com conhecida hipersensibilidade à droga ou a qualquer outro anestésico do tipo amida ou aos outros componentes da fórmula.
As soluções de Bupivacaína com epinefrina são contra-indicadas em pacientes com conhecida hipersensibilidade aos bissulfitos. (Ver Precauções).

Advertências

Deve-se evitar o uso de solução de anestésico local com epinefrina em anestesias nas áreas do corpo supridas por artérias finas ou com comprometimento do suprimento sangüíneo como dedos, nariz, ouvido externo, pênis, etc.
A segurança e a eficácia dos anestésicos locais dependem da dose adequada, técnica correta, precauções adequadas e da rapidez no atendimento das emergências. Equipamento de ressuscitação, oxigênio e medicamentos de reanimação devem estar disponíveis para uso imediato (Ver Cuidados, Reações Adversas e Superdosagem). Durante bloqueios nervosos regionais maiores, é importante que o paciente esteja recebendo líquidos por via intravenosa, através de cateter, para assegurar esta via de acesso. Deverá ser usada a dosagem mínima de anestésico que resulte em anestesia efetiva, para evitar altos níveis plasmáticos e graves reações adversas.
A rápida injeção de grande volume de solução anestésica local deve ser evitada e doses fracionadas devem ser administradas quando houver necessidade.

Uso na gravidez

A diminuição de sobrevivência de filhotes de ratos e um efeito embriocida em coelhos foi observada, quando Cloridrato de Bupivacaína foi administrado a essas espécies, em doses comparáveis a 9 e 5 vezes respectivamente da máxima dose diária humana recomendada (400 mg). Não existem estudos bem conduzidos e adequados em mulheres grávidas sobre o efeito da bupivacaína no feto em formação. O Cloridrato de Bupivacaína somente deverá ser usado durante a gravidez, se o potencial de benefício justificar o potencial de risco para o feto. Isto não exclui o uso de Cloridrato de Bupivacaína a termo em anestesia obstétrica ou analgesia (Ver Trabalho de Parto e Parto).

Interações medicamentosas

A administração de anestésicos locais contendo epinefrina ou norepinefrina a pacientes que estejam recebendo inibidores da monoaminoxidase ou antidepressivos tricíclicos, poderá produzir hipertensão grave prolongada.
O uso simultâneo desses agentes deve ser evitado. Nas situações em que essa terapia simultânea seja necessária, o monitoramento cuidadoso do paciente será essencial.
A administração simultânea de drogas vasopressoras e drogas oxitócicas do tipo ergot, poderá causar hipertensão grave persistente ou acidentes cerebrovasculares.
As fenotiazinas e as butirofenonas podem reduzir ou reverter o efeito pressor da epinefrina.
Arritmias cardíacas graves podem ocorrer se preparações contendo um vasoconstritor, como a epinefrina, são empregadas durante ou após a administração de anestésicos inalatórios como clorofórmio, halotano, ciclopropano e tricloroetileno.

Reações adversas / Efeitos colaterais

As reações adversas à Bupivacaína são as características daquelas associadas com outros anestésicos locais do tipo amida.
A principal causa das reações adversas desse grupo de drogas é o alto nível plasmático que pode ser devido à Superdosagem, injeção intravascular acidental ou degradação metabólica lenta.

Posologia

A dosagem de qualquer anestésico local, varia com o procedimento anestésico, a área a ser anestesiada, a vascularização dos tecidos, o número de segmentos neuronais a serem bloqueados, a profundidade da anestesia e o grau de relaxamento muscular necessário, a duração desejada da anestesia, a tolerância individual e condições físicas do paciente. Deverá ser usada a mínima dose de anestésico que resulte em efetiva anestesia. As dosagens de Cloridrato de Bupivacaína deverão ser reduzidas para pacientes jovens, idosos e debilitados e para pacientes com doenças cardíacas e/ou hepáticas.
Injeção rápida de grande volume de solução de anestésico local deve ser evitada, devendo ser usadas doses adicionais fracionadas.
Nas doses recomendadas, a bupivacaína produz completo bloqueio sensitivo, mas o efeito na função motora difere entre as 3 concentrações:
0,25 %: Quando usado para bloqueio caudal, peridural ou do nervo periférico, produz bloqueio motor incompleto. Deve ser usado em cirurgias em que o relaxamento muscular não é importante, ou quando outro meio de produzir relaxamento muscular for usado simultaneamente. O início da ação pode ser mais lento do que com as concentrações de 0,5% e 0,75%.
0,5 %: Promove bloqueio motor para bloqueio caudal, peridural ou nervoso, mas o relaxamento muscular pode ser inadequado para cirurgias em que o relaxamento muscular for essencial.
0,75 %: Produz completo bloqueio motor. Mais útil para bloqueio peridural em operações abdominais que necessitam de completo relaxamento muscular e para anestesia retrobulbar. Não usar em anestesia obstétrica.
A duração da anestesia com bupivacaína é tal que, para a maioria das indicações, uma dose única é suficiente.
O limite máximo de dosagem deve ser individualizado em cada caso após avaliação da estatura e estado físico do paciente, bem como o habitual índice de absorção sistêmica do local da injeção. A maior parte das experiências é com doses únicas de bupivacaína até 225 mg com epinefrina 1:200.000 e 175 mg sem epinefrina; mais ou menos droga pode ser usada, dependendo de cada caso.
Estas doses podem ser repetidas uma vez, a cada 3 horas. Tem sido relatado o uso de doses totais diárias acima de 400 mg. Estas doses não devem ser excedidas num período de 24 horas. A duração do efeito do anestésico pode ser prolongada pela adição de epinefrina.
As doses da Tabela têm geralmente provado ser satisfatórias e são recomendadas como um guia para uso no adulto médio. Estas doses devem ser reduzidas para jovens, idosos e pacientes debilitados.
A Bupivacaína é contra-indicada para bloqueio anestésico paracervi-cal obstétrico e não é recomendado para anestesia regional intrave-nosa (Bloqueio de Bier).
Uso em Anestesia Peridural:- Durante a administração peridural de soluções de Bupivacaína 0,5% e 0,75%, devem ser administra-das doses fracionadas de 3 a 5 ml com tempo suficiente entre as doses para que manifestações tóxicas pela injeção intratecal ou intravascular acidental possam ser detectadas Em pacientes obsté-tricas, somente as concentrações de 0,5% e de 0,25% devem ser usadas, sendo recomendadas doses adicionais de 3 a 5 ml de solu-ção a 0,5%, não excedendo 50 a 100 mg em qualquer um dos inter-valos de dose.
Doses repetidas devem ser precedidas pela dose teste contendo epinefrina, se não for contra-indicado.
NA HIPÓTESE DE PERFURAÇÃO ACIDENTAL DA DURA OU NA SUSPEITA DESTE FATO, NÃO ADMINISTRAR NOVAS DOSES, DI-ANTE DO RISCO DE LESÃO NEUROLÓGICA CONSEQÜENTE AOS CONSERVANTES PRESENTES NAS SOLUÇÕES DE FRASCOS MULTI-USO.
Dose Teste para Bloqueio Peridural Lombar ou Caudal:- Ver Precauções.
Concentrações e Doses Recomendadas de Cloridrato de Bupivacaína

TIPO DE BLOQUEIO CONCENTRAÇÃO CADA DOSE BLOQUEIO MOTOR1
ml mg
INFILTRAÇÃO LOCAL 0,25 % 4 até o máximo até o máximo -
PERIDURAL 0,75 % 2,4 10 - 20 75 - 150 completo
0,5 % 4 10 - 20 50 - 100 moderado a completo
0,25 % 4 10 - 20 25 - 50 parcial a moderado
CAUDAL 0,5 % 4 15 - 30 75 - 150 moderado a completo
0,25 % 4 15 - 30 37,5 - 75 moderado
NERVOS PERIFÉRICOS 0,5 % 4 5 ao máximo 25 ao máximo moderado a completo
0,25 % 4 5 ao máximo 12,5 ao máximo moderado a completo
RETROBULBAR 3 0,75 % 4 2 - 4 15 - 30 completo
SIMPÁTICO 0,25 % 20 - 50 50 - 125 -
DOSE TESTE 0,5 % com Epinefrina 2 - 3 10 - 15 (ver Precauções) -
1 Com técnicas contínuas (intermitente), doses repetidas aumentam o grau do bloqueio motor. A primeira dose repetida de 0,5% pode produzir completo bloqueio motor. Bloqueio do nervo intercostal com 0,25% pode também produzir completo bloqueio motor para cirurgia intra-abdominal.
2 Usar para dose única, não por técnica peridural intermitente (cate-ter). Não usar para anestesia obstétrica.
3 Ver Precauções.
4 Soluções com ou sem epinefrina.

Superdosagem

As emergências agudas causadas por anestésicos locais estão geralmente relacionadas com altos níveis plasmáticos encontrados durante o uso terapêutico dos anestésicos locais, ou à injeção acidental subaracnóidea da solução anestésica. (Ver Reações Adversas, Cuidados e Precauções).

Características farmacológicas

OS ANESTÉSICOS LOCAIS SOMENTE DEVERÃO SER ADMINISTRADOS POR PROFISSIONAIS EXPERIENTES NO DIAGNÓSTICO E CONTROLE DA TOXICIDADE DOSE-DEPENDENTE EMPREGADA E DE OUTRAS EMERGÊNCIAS AGUDAS QUE POSSAM SURGIR DO TIPO DE BLOQUEIO UTILIZADO, E SOMENTE DEPOIS DE SE ASSEGURAR A DISPONIBILIDADE IMEDIATA DE OXIGÊNIO, OUTRAS DROGAS PARA RESSUSCITAÇÃO, EQUIPAMENTOS DE RESSUSCITAÇÃO CARDIOPULMONAR E DE PESSOAL TREINADO NECESSÁRIO PARA TRATAMENTO E CONTROLE DAS REAÇÕES TÓXICAS E EMERGÊNCIAS RELACIONADAS. (VER TAMBÉM REAÇÕES ADVERSAS, PRECAUÇÕES E SUPERDOSAGEM).
A FALTA OU A DEMORA NO ATENDIMENTO DA TOXICIDADE DOSE-RELACIONADA DA DROGA E DA HIPOVENTILAÇÃO, SEJA QUAL FOR O MOTIVO E/OU ALTERAÇÕES NA SENSIBILIDADE, PODERÁ LEVAR AO DESENVOLVIMENTO DE ACIDOSE, PARADA CARDÍACA E POSSÍVEL ÓBITO.
Quando apropriado, os pacientes devem ser informados anteriormente da possibilidade de perda temporária da sensação e atividade motora na metade inferior do corpo após administração de anestesia peridural ou caudal.
As soluções injetáveis de NEOCAÍNA® 0,25% - 0,50% - 0, 75% com ou sem vasoconstritor contém o anestésico local Cloridrato de Bupivacaína associado ou não à Epinefrina.
O prazo de validade do produto é de 18 meses para a solução com vasoconstritor e de 36 meses para sem vasoconstritor. Não utilize medicamento vencido.
Conservar o produto com vasoconstritor em temperatura ambiente controlada, entre 15° e 25°C, protegido da luz. O produto sem vasoconstritor deve ser conservado em temperatura ambiente, entre 15° e 30°C, protegido da luz. Evitar o congelamento.
Os produtos parenterais deverão ser examinados visualmente quanto à presença de partículas estranhas e de alteração da cor antes da administração. Não usar a injeção se sua coloração estiver rosada ou mais escura do que levemente amarelada ou contendo precipitado. O produto não deverá ser usado se qualquer alteração for detectada.
DESCRIÇÃO:
O Cloridrato de Bupivacaína, quimicamente designado como Cloridrato de 1-Butil-N-(2,6-dimetilfenil)-2-piperidinocarboxamida monoidratado, é um pó branco cristalino, muito solúvel em etanol 95%, solúvel em água e levemente solúvel em clorofórmio ou acetona.
A Epinefrina é um agente simpatomimético adrenérgico, designado quimicamente como 4-[1-hidroxi-2-(metilamina)etil]1,2-benzenodiol, um pó branco microcristalino.
NEOCAÍNA® 0,25% - 0,50% - 0, 75% com ou sem vasoconstritor é solução estéril, apirogênica. O pH da solução com vasoconstritor é ajustado para 3,3 a 5,5 e o da solução sem vasoconstritor para 4,0 a 6,5.
O Cloridrato de Bupivacaína está relacionado química e farmacologicamente aos anestésicos locais aminoacila. É homóloga da mepivacaína e é quimicamente relacionada com a lidocaína. Estes três anestésicos contém ligação amida entre o núcleo aromático e o grupo amina ou piperidina. Diferem dessa forma dos anestésicos locais tipo-procaína que possuem ligação éster.
FARMACOLOGIA CLÍNICA:
Os anestésicos locais bloqueiam a geração e condução dos impulsos nervosos, presumivelmente através do aumento do limiar de excitação elétrica do nervo, por diminuição da propagação dos impulsos no nervo e por redução da velocidade do aumento do potencial de ação. Em geral, a progressão da anestesia está relacionada ao diâmetro, mielinização e velocidade de condução das fibras nervosas afetadas. Clinicamente, a seqüência na perda da função nervosa é como segue: (1) dor, (2) temperatura, (3) tato, (4) propriocepção e (5) tono muscular esquelético.
A absorção sistêmica dos anestésicos locais produz efeitos nos sistema cardiovascular e no sistema nervoso central. Nas concentrações sangüíneas alcançadas através de doses terapêuticas normais, as alterações na condução cardíaca, excitabilidade, capacidade de refração, contractilidade e resistência vascular periférica, são mínimas. Porém, concentrações sangüíneas tóxicas deprimem a condução cardíaca e a excitabilidade, o que pode levar a um bloqueio atrioventricular, arritmia ventricular e parada cardíaca, resultando às vezes em fatalidades. Ainda, a contractilidade do miocárdio é diminuída e ocorre vasodilatação periférica, levando a uma diminuição do débito cardíaco e da pressão sangüínea arterial. Estudos clínicos recentes e pesquisas em animais sugerem que estas alterações cardiovasculares acontecem com maior freqüência após a injeção intravascular direta acidental de bupivacaína. Portanto há necessidade de suplementação de dose.
Após a absorção sistêmica, os anestésicos locais podem produzir estimulação do sistema nervoso central, depressão ou ambas.
A estimulação central aparente pode manifestar-se como: agitação, tremores, calafrios, podendo evoluir para convulsão, seguida de depressão e coma, progredindo finalmente para parada respiratória. Contudo, os anestésicos locais têm seu primeiro efeito depressivo na medula e em centros superiores. O estágio depressivo poderá ocorrer sem um estágio de excitação anterior.
FARMACOCINÉTICA:
O grau de absorção sistêmica dos anestésicos locais depende da dose total e da concentração da droga administrada, da via de administração, da vascularização do local da aplicação e da presença ou ausência de epinefrina na solução anestésica. Uma concentração de epinefrina diluída (1:200.000 ou 5 mcg/ml) geralmente reduz o índice de absorção e o pico da concentração plasmática da bupivacaína, permitindo o uso de doses totais moderadamente maiores e, algumas vezes, prolongando a duração da ação.
O início da ação com bupivacaína é rápido e a anestesia é de longa duração. A duração da anestesia é significativamente mais longa com bupivacaína do que com qualquer outro anestésico local comumente usado. Tem sido observado também um período de analgesia que persiste mesmo depois da recuperação da sensibilidade, reduzindo assim a necessidade de administração de outros analgésicos potentes.

Os anestésicos locais são ligados às proteínas plasmáticas em graus variados. Geralmente, quanto menor a concentração plasmática da droga, maior a porcentagem de ligação da droga às proteínas plasmáticas.
Os anestésicos locais atravessam a placenta por difusão passiva. A velocidade e o grau de difusão são regidos pelo: (1) grau de ligação protéica no plasma, (2) grau de ionização (3) grau de solubilidade lipídica. A relação materno/fetal dos anestésicos locais parece estar inversamente relacionada ao grau de ligação à proteína plasmática, porque somente a droga livre, não ligada, fica disponível para a transferência para o feto. A Bupivacaína tem uma alta capacidade de ligação protéica (95%). Tem uma relação materno/fetal baixa (0,2 a 0,4).
A extensão da troca placentária é também determinada pelo grau de ionização e solubilidade lipídica da droga. As drogas não ionizadas e lipossolúveis passam rapidamente da circulação materna para o sangue fetal.
Os anestésicos locais, dependendo da via de administração, são distribuídos a todos os tecidos do corpo, encontrando-se altas concentrações em órgãos de grande perfusão como o fígado, pulmões, coração e cérebro.
Estudos farmacocinéticos do perfil plasmático da Bupivacaína, após injeção intravenosa direta, sugerem um modelo aberto de três compartimentos. O primeiro compartimento é representado pela rápida distribuição intravascular da droga. O segundo representa o equilíbrio da droga através dos órgãos de alta perfusão tais como o cérebro, miocárdio, pulmões, rins e fígado. O terceiro compartimento representa o equilíbrio da droga com os tecidos de baixa perfusão, tais como músculo e gordura. A eliminação da droga a partir da sua distribuição nos tecidos, depende da capacidade dos sítios de ligação na circulação e do transporte ao fígado, onde será metabolizada.
Após injeção de Cloridrato de Bupivacaína para bloqueio caudal, peridural ou do nervo periférico no homem, os níveis máximos de bupivacaína no sangue são alcançados em 30 a 45 minutos, seguido por um declínio até níveis insignificantes nas seguintes 3 a 6 horas.
Diversos parâmetros farmacocinéticos dos anestésicos locais podem ser significativamente alterados na presença de doenças hepáticas ou renais, adição de epinefrina, fatores que afetem o pH urinário, fluxo sangüíneo renal, via de administração da droga e idade do paciente. A meia-vida da bupivacaína em adultos é de 3,5 + 2,0 horas e nos recém nascidos de 8,1 horas.
Os anestésicos locais do tipo amida como a bupivacaína são metabolizados primariamente no fígado via conjugação com ácido glicurônico. Pacientes com doenças hepáticas, especialmente aqueles com doenças graves, podem ser mais susceptíveis à potencial toxicidade dos anestésicos locais do tipo amida. A pipecoloxilidina é o principal metabólito da bupivacaína.

O rim é o órgão excretor mais importante para a maior parte dos anestésicos locais e seus metabólitos. A excreção urinária é afetada pela perfusão renal e fatores que afetam o pH urinário. Somente 5% de bupivacaína é excretada sem alterações na urina.
A Bupivacaína, quando administrada em doses e concentrações recomendadas, comumente não provoca irritação e/ou lesão dos tecidos e não causa metemoglobinemia.

Uso em idosos, crianças e em outros grupos de risco

OS ANESTÉSICOS LOCAIS SOMENTE DEVERÃO SER ADMINISTRADOS POR PROFISSIONAIS EXPERIENTES NO DIAGNÓSTICO E CONTROLE DA TOXICIDADE DOSE-DEPENDENTE EMPREGADA E DE OUTRAS EMERGÊNCIAS AGUDAS QUE POSSAM SURGIR DO TIPO DE BLOQUEIO UTILIZADO, E SOMENTE DEPOIS DE SE ASSEGURAR A DISPONIBILIDADE IMEDIATA DE OXIGÊNIO, OUTRAS DROGAS PARA RESSUSCITAÇÃO, EQUIPAMENTOS DE RESSUSCITAÇÃO CARDIOPULMONAR E DE PESSOAL TREINADO NECESSÁRIO PARA TRATAMENTO E CONTROLE DAS REAÇÕES TÓXICAS E EMERGÊNCIAS RELACIONADAS. (VER TAMBÉM REAÇÕES ADVERSAS, PRECAUÇÕES E SUPERDOSAGEM).
A FALTA OU A DEMORA NO ATENDIMENTO DA TOXICIDADE DOSE-RELACIONADA DA DROGA E DA HIPOVENTILAÇÃO, SEJA QUAL FOR O MOTIVO E/OU ALTERAÇÕES NA SENSIBILIDADE, PODERÁ LEVAR AO DESENVOLVIMENTO DE ACIDOSE, PARADA CARDÍACA E POSSÍVEL ÓBITO.
Quando apropriado, os pacientes devem ser informados anteriormente da possibilidade de perda temporária da sensação e atividade motora na metade inferior do corpo após administração de anestesia peridural ou caudal.
As soluções injetáveis de NEOCAÍNA® 0,25% - 0,50% - 0, 75% com ou sem vasoconstritor contém o anestésico local Cloridrato de Bupivacaína associado ou não à Epinefrina.
O prazo de validade do produto é de 18 meses para a solução com vasoconstritor e de 36 meses para sem vasoconstritor. Não utilize medicamento vencido.
Conservar o produto com vasoconstritor em temperatura ambiente controlada, entre 15° e 25°C, protegido da luz. O produto sem vasoconstritor deve ser conservado em temperatura ambiente, entre 15° e 30°C, protegido da luz. Evitar o congelamento.
Os produtos parenterais deverão ser examinados visualmente quanto à presença de partículas estranhas e de alteração da cor antes da administração. Não usar a injeção se sua coloração estiver rosada ou mais escura do que levemente amarelada ou contendo precipitado. O produto não deverá ser usado se qualquer alteração for detectada.
DESCRIÇÃO:
O Cloridrato de Bupivacaína, quimicamente designado como Cloridrato de 1-Butil-N-(2,6-dimetilfenil)-2-piperidinocarboxamida monoidratado, é um pó branco cristalino, muito solúvel em etanol 95%, solúvel em água e levemente solúvel em clorofórmio ou acetona.
A Epinefrina é um agente simpatomimético adrenérgico, designado quimicamente como 4-[1-hidroxi-2-(metilamina)etil]1,2-benzenodiol, um pó branco microcristalino.
NEOCAÍNA® 0,25% - 0,50% - 0, 75% com ou sem vasoconstritor é solução estéril, apirogênica. O pH da solução com vasoconstritor é ajustado para 3,3 a 5,5 e o da solução sem vasoconstritor para 4,0 a 6,5.
O Cloridrato de Bupivacaína está relacionado química e farmacologicamente aos anestésicos locais aminoacila. É homóloga da mepivacaína e é quimicamente relacionada com a lidocaína. Estes três anestésicos contém ligação amida entre o núcleo aromático e o grupo amina ou piperidina. Diferem dessa forma dos anestésicos locais tipo-procaína que possuem ligação éster.
FARMACOLOGIA CLÍNICA:
Os anestésicos locais bloqueiam a geração e condução dos impulsos nervosos, presumivelmente através do aumento do limiar de excitação elétrica do nervo, por diminuição da propagação dos impulsos no nervo e por redução da velocidade do aumento do potencial de ação. Em geral, a progressão da anestesia está relacionada ao diâmetro, mielinização e velocidade de condução das fibras nervosas afetadas. Clinicamente, a seqüência na perda da função nervosa é como segue: (1) dor, (2) temperatura, (3) tato, (4) propriocepção e (5) tono muscular esquelético.
A absorção sistêmica dos anestésicos locais produz efeitos nos sistema cardiovascular e no sistema nervoso central. Nas concentrações sangüíneas alcançadas através de doses terapêuticas normais, as alterações na condução cardíaca, excitabilidade, capacidade de refração, contractilidade e resistência vascular periférica, são mínimas. Porém, concentrações sangüíneas tóxicas deprimem a condução cardíaca e a excitabilidade, o que pode levar a um bloqueio atrioventricular, arritmia ventricular e parada cardíaca, resultando às vezes em fatalidades. Ainda, a contractilidade do miocárdio é diminuída e ocorre vasodilatação periférica, levando a uma diminuição do débito cardíaco e da pressão sangüínea arterial. Estudos clínicos recentes e pesquisas em animais sugerem que estas alterações cardiovasculares acontecem com maior freqüência após a injeção intravascular direta acidental de bupivacaína. Portanto há necessidade de suplementação de dose.
Após a absorção sistêmica, os anestésicos locais podem produzir estimulação do sistema nervoso central, depressão ou ambas.
A estimulação central aparente pode manifestar-se como: agitação, tremores, calafrios, podendo evoluir para convulsão, seguida de depressão e coma, progredindo finalmente para parada respiratória. Contudo, os anestésicos locais têm seu primeiro efeito depressivo na medula e em centros superiores. O estágio depressivo poderá ocorrer sem um estágio de excitação anterior.
FARMACOCINÉTICA:
O grau de absorção sistêmica dos anestésicos locais depende da dose total e da concentração da droga administrada, da via de administração, da vascularização do local da aplicação e da presença ou ausência de epinefrina na solução anestésica. Uma concentração de epinefrina diluída (1:200.000 ou 5 mcg/ml) geralmente reduz o índice de absorção e o pico da concentração plasmática da bupivacaína, permitindo o uso de doses totais moderadamente maiores e, algumas vezes, prolongando a duração da ação.
O início da ação com bupivacaína é rápido e a anestesia é de longa duração. A duração da anestesia é significativamente mais longa com bupivacaína do que com qualquer outro anestésico local comumente usado. Tem sido observado também um período de analgesia que persiste mesmo depois da recuperação da sensibilidade, reduzindo assim a necessidade de administração de outros analgésicos potentes.

Os anestésicos locais são ligados às proteínas plasmáticas em graus variados. Geralmente, quanto menor a concentração plasmática da droga, maior a porcentagem de ligação da droga às proteínas plasmáticas.
Os anestésicos locais atravessam a placenta por difusão passiva. A velocidade e o grau de difusão são regidos pelo: (1) grau de ligação protéica no plasma, (2) grau de ionização (3) grau de solubilidade lipídica. A relação materno/fetal dos anestésicos locais parece estar inversamente relacionada ao grau de ligação à proteína plasmática, porque somente a droga livre, não ligada, fica disponível para a transferência para o feto. A Bupivacaína tem uma alta capacidade de ligação protéica (95%). Tem uma relação materno/fetal baixa (0,2 a 0,4).
A extensão da troca placentária é também determinada pelo grau de ionização e solubilidade lipídica da droga. As drogas não ionizadas e lipossolúveis passam rapidamente da circulação materna para o sangue fetal.
Os anestésicos locais, dependendo da via de administração, são distribuídos a todos os tecidos do corpo, encontrando-se altas concentrações em órgãos de grande perfusão como o fígado, pulmões, coração e cérebro.
Estudos farmacocinéticos do perfil plasmático da Bupivacaína, após injeção intravenosa direta, sugerem um modelo aberto de três compartimentos. O primeiro compartimento é representado pela rápida distribuição intravascular da droga. O segundo representa o equilíbrio da droga através dos órgãos de alta perfusão tais como o cérebro, miocárdio, pulmões, rins e fígado. O terceiro compartimento representa o equilíbrio da droga com os tecidos de baixa perfusão, tais como músculo e gordura. A eliminação da droga a partir da sua distribuição nos tecidos, depende da capacidade dos sítios de ligação na circulação e do transporte ao fígado, onde será metabolizada.
Após injeção de Cloridrato de Bupivacaína para bloqueio caudal, peridural ou do nervo periférico no homem, os níveis máximos de bupivacaína no sangue são alcançados em 30 a 45 minutos, seguido por um declínio até níveis insignificantes nas seguintes 3 a 6 horas.
Diversos parâmetros farmacocinéticos dos anestésicos locais podem ser significativamente alterados na presença de doenças hepáticas ou renais, adição de epinefrina, fatores que afetem o pH urinário, fluxo sangüíneo renal, via de administração da droga e idade do paciente. A meia-vida da bupivacaína em adultos é de 3,5 + 2,0 horas e nos recém nascidos de 8,1 horas.
Os anestésicos locais do tipo amida como a bupivacaína são metabolizados primariamente no fígado via conjugação com ácido glicurônico. Pacientes com doenças hepáticas, especialmente aqueles com doenças graves, podem ser mais susceptíveis à potencial toxicidade dos anestésicos locais do tipo amida. A pipecoloxilidina é o principal metabólito da bupivacaína.

O rim é o órgão excretor mais importante para a maior parte dos anestésicos locais e seus metabólitos. A excreção urinária é afetada pela perfusão renal e fatores que afetam o pH urinário. Somente 5% de bupivacaína é excretada sem alterações na urina.
A Bupivacaína, quando administrada em doses e concentrações recomendadas, comumente não provoca irritação e/ou lesão dos tecidos e não causa metemoglobinemia.

Armazenagem

OS ANESTÉSICOS LOCAIS SOMENTE DEVERÃO SER ADMINISTRADOS POR PROFISSIONAIS EXPERIENTES NO DIAGNÓSTICO E CONTROLE DA TOXICIDADE DOSE-DEPENDENTE EMPREGADA E DE OUTRAS EMERGÊNCIAS AGUDAS QUE POSSAM SURGIR DO TIPO DE BLOQUEIO UTILIZADO, E SOMENTE DEPOIS DE SE ASSEGURAR A DISPONIBILIDADE IMEDIATA DE OXIGÊNIO, OUTRAS DROGAS PARA RESSUSCITAÇÃO, EQUIPAMENTOS DE RESSUSCITAÇÃO CARDIOPULMONAR E DE PESSOAL TREINADO NECESSÁRIO PARA TRATAMENTO E CONTROLE DAS REAÇÕES TÓXICAS E EMERGÊNCIAS RELACIONADAS. (VER TAMBÉM REAÇÕES ADVERSAS, PRECAUÇÕES E SUPERDOSAGEM).
A FALTA OU A DEMORA NO ATENDIMENTO DA TOXICIDADE DOSE-RELACIONADA DA DROGA E DA HIPOVENTILAÇÃO, SEJA QUAL FOR O MOTIVO E/OU ALTERAÇÕES NA SENSIBILIDADE, PODERÁ LEVAR AO DESENVOLVIMENTO DE ACIDOSE, PARADA CARDÍACA E POSSÍVEL ÓBITO.
Quando apropriado, os pacientes devem ser informados anteriormente da possibilidade de perda temporária da sensação e atividade motora na metade inferior do corpo após administração de anestesia peridural ou caudal.
As soluções injetáveis de NEOCAÍNA® 0,25% - 0,50% - 0, 75% com ou sem vasoconstritor contém o anestésico local Cloridrato de Bupivacaína associado ou não à Epinefrina.
O prazo de validade do produto é de 18 meses para a solução com vasoconstritor e de 36 meses para sem vasoconstritor. Não utilize medicamento vencido.
Conservar o produto com vasoconstritor em temperatura ambiente controlada, entre 15° e 25°C, protegido da luz. O produto sem vasoconstritor deve ser conservado em temperatura ambiente, entre 15° e 30°C, protegido da luz. Evitar o congelamento.
Os produtos parenterais deverão ser examinados visualmente quanto à presença de partículas estranhas e de alteração da cor antes da administração. Não usar a injeção se sua coloração estiver rosada ou mais escura do que levemente amarelada ou contendo precipitado. O produto não deverá ser usado se qualquer alteração for detectada.
DESCRIÇÃO:
O Cloridrato de Bupivacaína, quimicamente designado como Cloridrato de 1-Butil-N-(2,6-dimetilfenil)-2-piperidinocarboxamida monoidratado, é um pó branco cristalino, muito solúvel em etanol 95%, solúvel em água e levemente solúvel em clorofórmio ou acetona.
A Epinefrina é um agente simpatomimético adrenérgico, designado quimicamente como 4-[1-hidroxi-2-(metilamina)etil]1,2-benzenodiol, um pó branco microcristalino.
NEOCAÍNA® 0,25% - 0,50% - 0, 75% com ou sem vasoconstritor é solução estéril, apirogênica. O pH da solução com vasoconstritor é ajustado para 3,3 a 5,5 e o da solução sem vasoconstritor para 4,0 a 6,5.
O Cloridrato de Bupivacaína está relacionado química e farmacologicamente aos anestésicos locais aminoacila. É homóloga da mepivacaína e é quimicamente relacionada com a lidocaína. Estes três anestésicos contém ligação amida entre o núcleo aromático e o grupo amina ou piperidina. Diferem dessa forma dos anestésicos locais tipo-procaína que possuem ligação éster.
FARMACOLOGIA CLÍNICA:
Os anestésicos locais bloqueiam a geração e condução dos impulsos nervosos, presumivelmente através do aumento do limiar de excitação elétrica do nervo, por diminuição da propagação dos impulsos no nervo e por redução da velocidade do aumento do potencial de ação. Em geral, a progressão da anestesia está relacionada ao diâmetro, mielinização e velocidade de condução das fibras nervosas afetadas. Clinicamente, a seqüência na perda da função nervosa é como segue: (1) dor, (2) temperatura, (3) tato, (4) propriocepção e (5) tono muscular esquelético.
A absorção sistêmica dos anestésicos locais produz efeitos nos sistema cardiovascular e no sistema nervoso central. Nas concentrações sangüíneas alcançadas através de doses terapêuticas normais, as alterações na condução cardíaca, excitabilidade, capacidade de refração, contractilidade e resistência vascular periférica, são mínimas. Porém, concentrações sangüíneas tóxicas deprimem a condução cardíaca e a excitabilidade, o que pode levar a um bloqueio atrioventricular, arritmia ventricular e parada cardíaca, resultando às vezes em fatalidades. Ainda, a contractilidade do miocárdio é diminuída e ocorre vasodilatação periférica, levando a uma diminuição do débito cardíaco e da pressão sangüínea arterial. Estudos clínicos recentes e pesquisas em animais sugerem que estas alterações cardiovasculares acontecem com maior freqüência após a injeção intravascular direta acidental de bupivacaína. Portanto há necessidade de suplementação de dose.
Após a absorção sistêmica, os anestésicos locais podem produzir estimulação do sistema nervoso central, depressão ou ambas.
A estimulação central aparente pode manifestar-se como: agitação, tremores, calafrios, podendo evoluir para convulsão, seguida de depressão e coma, progredindo finalmente para parada respiratória. Contudo, os anestésicos locais têm seu primeiro efeito depressivo na medula e em centros superiores. O estágio depressivo poderá ocorrer sem um estágio de excitação anterior.
FARMACOCINÉTICA:
O grau de absorção sistêmica dos anestésicos locais depende da dose total e da concentração da droga administrada, da via de administração, da vascularização do local da aplicação e da presença ou ausência de epinefrina na solução anestésica. Uma concentração de epinefrina diluída (1:200.000 ou 5 mcg/ml) geralmente reduz o índice de absorção e o pico da concentração plasmática da bupivacaína, permitindo o uso de doses totais moderadamente maiores e, algumas vezes, prolongando a duração da ação.
O início da ação com bupivacaína é rápido e a anestesia é de longa duração. A duração da anestesia é significativamente mais longa com bupivacaína do que com qualquer outro anestésico local comumente usado. Tem sido observado também um período de analgesia que persiste mesmo depois da recuperação da sensibilidade, reduzindo assim a necessidade de administração de outros analgésicos potentes.

Os anestésicos locais são ligados às proteínas plasmáticas em graus variados. Geralmente, quanto menor a concentração plasmática da droga, maior a porcentagem de ligação da droga às proteínas plasmáticas.
Os anestésicos locais atravessam a placenta por difusão passiva. A velocidade e o grau de difusão são regidos pelo: (1) grau de ligação protéica no plasma, (2) grau de ionização (3) grau de solubilidade lipídica. A relação materno/fetal dos anestésicos locais parece estar inversamente relacionada ao grau de ligação à proteína plasmática, porque somente a droga livre, não ligada, fica disponível para a transferência para o feto. A Bupivacaína tem uma alta capacidade de ligação protéica (95%). Tem uma relação materno/fetal baixa (0,2 a 0,4).
A extensão da troca placentária é também determinada pelo grau de ionização e solubilidade lipídica da droga. As drogas não ionizadas e lipossolúveis passam rapidamente da circulação materna para o sangue fetal.
Os anestésicos locais, dependendo da via de administração, são distribuídos a todos os tecidos do corpo, encontrando-se altas concentrações em órgãos de grande perfusão como o fígado, pulmões, coração e cérebro.
Estudos farmacocinéticos do perfil plasmático da Bupivacaína, após injeção intravenosa direta, sugerem um modelo aberto de três compartimentos. O primeiro compartimento é representado pela rápida distribuição intravascular da droga. O segundo representa o equilíbrio da droga através dos órgãos de alta perfusão tais como o cérebro, miocárdio, pulmões, rins e fígado. O terceiro compartimento representa o equilíbrio da droga com os tecidos de baixa perfusão, tais como músculo e gordura. A eliminação da droga a partir da sua distribuição nos tecidos, depende da capacidade dos sítios de ligação na circulação e do transporte ao fígado, onde será metabolizada.
Após injeção de Cloridrato de Bupivacaína para bloqueio caudal, peridural ou do nervo periférico no homem, os níveis máximos de bupivacaína no sangue são alcançados em 30 a 45 minutos, seguido por um declínio até níveis insignificantes nas seguintes 3 a 6 horas.
Diversos parâmetros farmacocinéticos dos anestésicos locais podem ser significativamente alterados na presença de doenças hepáticas ou renais, adição de epinefrina, fatores que afetem o pH urinário, fluxo sangüíneo renal, via de administração da droga e idade do paciente. A meia-vida da bupivacaína em adultos é de 3,5 + 2,0 horas e nos recém nascidos de 8,1 horas.
Os anestésicos locais do tipo amida como a bupivacaína são metabolizados primariamente no fígado via conjugação com ácido glicurônico. Pacientes com doenças hepáticas, especialmente aqueles com doenças graves, podem ser mais susceptíveis à potencial toxicidade dos anestésicos locais do tipo amida. A pipecoloxilidina é o principal metabólito da bupivacaína.

O rim é o órgão excretor mais importante para a maior parte dos anestésicos locais e seus metabólitos. A excreção urinária é afetada pela perfusão renal e fatores que afetam o pH urinário. Somente 5% de bupivacaína é excretada sem alterações na urina.
A Bupivacaína, quando administrada em doses e concentrações recomendadas, comumente não provoca irritação e/ou lesão dos tecidos e não causa metemoglobinemia.

Dizeres legais

É RECOMENDÁVEL ESVAZIAR E DESCARTAR FRASCOS PARCI-ALMENTE UTILIZADOS.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
USO HOSPITALAR E / OU PROFISSIONAL

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VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
USO HOSPITALAR E / OU PROFISSIONAL