Bulas de Remédios

As bulas constantes no ER Clinic são meramente informativas. Em caso de dúvidas quanto ao conteúdo de algum medicamento, procure orientação de seu médico ou farmacêutico.

Laboratório

Splough

Apresentação

cáps. 200 mg cx. c/ 60 un.

Indicações

Rebetol é indicado para o tratamento da Hepatite C Crônica em pacientes que não foram tratados anteriormente com interferona alfa ou em pacientes que apresentaram recidiva após monoterapia com interferona alfa. Deve ser administrado a pacientes com idade igual ou superior a 18 anos e com doença hepática compensada.

Contra-indicações

(Veja bula de INTRON A (Interferona alfa - 2b) para contra-indicações adicionais específicas para a interferona) ·· histórico de hipersensibilidade à ribavirina ou a qualquer componente; · histórico de doença cardíaca preexistente grave, inclusive doenças cardíacas não controladas ou instáveis, nos 6 meses antecedentes (veja PRECAUÇÕES); · gravidez, tanto homens como mulheres não devem receber ribavirina quando estiverem planejando ou houver possibilidade de gravidez (veja PRECAUÇÕES, USO DURANTE A GRAVIDEZ E LACTAÇÃO); · mulheres que estão amamentando; · hemoglobinopatias (por exemplo, talassemia, anemia falciforme); · condições médicas debilitadas, graves, incluindo pacientes com deficiência renal crônica ou depuração de creatinina < 50 ml/minuto; · histórico de problemas psiquiátricos graves, como depressão grave e intenção ou tentativa de suicídio; · epilepsia e/ou comprometimento da função do Sistema Nervoso Central (SNC) (ver PRECAUÇÕES); · cirrose hepática descompensada; · pacientes que estão em tratamento ou que foram tratados recentemente com imunossupressores, com exceção dos corticosteróides de curta duração; · hepatite auto-imune ou história de doença auto-imune; · imunossuprimidos devido a transplantes; · pacientes com doença tiroidiana pré-existente, a menos que possa ser controlada com tratamento convencional.

Reações adversas / Efeitos colaterais

(Veja bula da INTRON A - interferona alfa - 2b) para reações adversas adicionais específicas para a interferona A segurança da terapia concomitante Rebetol/interferona alfa - 2b (INTRON A) foi avaliada em um banco de dados com resultados de segurança correspondentes a 1.183 pacientes. Estavam incluídos 173 pacientes que tiveram recaída após resposta inicial à interferona alfa e 1.010 pacientes que não tinham sido tratados anteriormente. Os efeitos adversos, em sua maioria, foram leves ou moderadamente graves e não limitaram o tratamento. Efeitos adversos graves foram relatados em 16% dos pacientes. O tipo e a freqüência dos efeitos adversos com a terapia concomitante são consistentes com o perfil de segurança conhecido da interferona alfa - 2b e com os efeitos adversos associados à ribavirina. Os efeitos adversos foram relatados mais freqüentemente nos pacientes que nunca tinham recebido interferona do que nos pacientes que já haviam sido tratados com interferona e que apresentaram recidiva. Os efeitos adversos listados na tabela de EFEITOS ADVERSOS são decorrentes da administração ou interferona alfa-2b durante 48 semanas, referentes aos grupos tratados cujos efeitos adversos foram mais freqüentemente relatados. Os casos de tratamento com tempo de duração menor ou dos tratamentos em pacientes que apresentaram recidiva demonstraram menor incidência de efeitos adversos. Hemólise foi a toxicidade encontrada na terapia com a ribavirina. Entretanto, em estudos clínicos, nenhum paciente teve de descontinuar a terapia devido ao decréscimo dos níveis de hemoglobina isolados. Decréscimos das concentrações de hemoglobina ³ 2 g/dl, > 3 g/dl e > 4 g/dl foram observados em 31%, 27% e 16% dos pacientes, respectivamente, durante as 24 semanas de duração do estudo. Os níveis de hemoglobina diminuíram abaixo de 10 g/dl em somente 10% dos pacientes, indicando que a hemólise foi minimizada durante a terapia concomitante/interferona alfa - 2b (INTRON A) pelo cumprimento das orientações para ajustes posológicos (veja POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO). Reduções da dose ou interrupções devido aos efeitos adversos ocorreram em 12% (20/173) dos pacientes que tiveram recidiva após o tratamento de 24 semanas e, em 21% dos pacientes que não receberam interferona anteriormente, tratados durante 48 semanas. A anemia foi a principal razão para a redução da dose. A terapia foi descontinuada devido aos efeitos adversos em 6% dos pacientes do grupo recidivante após tratamento de 24 semanas e em 20% dos pacientes que nunca tinham sido tratados com interferona anteriormente, tratados durante 48 semanas. EFEITOS ADVERSOS RELACIONADOS AO TRATAMENTO (³ 5% de incidência em todos os grupos de tratamento)* Corpo Interferona alfa-2b + Rebetol (N=1.183) porcentagem de pacientes Interferona alfa-2b + placebo (N=906) porcentagem de pacientes Local de aplicação Inflamação no local da aplicação Reação no local da aplicação 8% 5% 12% 7% Sistema Nervoso Autônomo Secura na boca Aumento na sudorese 7% 8% 6% 6% Corpo Como um Todo Astenia Dor no peito Fadiga Febre Cefaléia Sintomas do tipo gripe Malaise Calafrios Dor no quadrante superior direito Diminuição de peso 21% 7% 54% 34% 55% 24% 7% 29% 7% 14% 20% 4% 55% 35% 57% 29% 5% 26% 8% 7% Sistema Nervoso Central/ Periférico Tontura Parestesia 15% 5% 12% 5% Sistema Gastrintestinal Dor abdominal Anorexia Diarréia Dispepsia Náuseas Vômitos 13% 22% 16% 11% 34% 7% 15% 16% 18% 6% 23% 7% Sistema musculoesquelético Artralgia Dor musculoesquelética Mialgia 25% 18% 44% 28% 20% 50% Distúrbios Psiquiátricos Agitação Ansiedade Falta de concentração Depressão Labilidade emocional Insônia Irritabilidade Nervosismo Sonolência 5% 12% 11% 29% 8% 35% 25% 4% 4% 5% 10% 11% 25% 6% 24% 19% 5% 5% Distúrbios Hematológicos Anemia 15% < 1% Distúrbios no Sistema Imunológico Infecção viral 6% 5% Sistema Respiratório Tosse Dispnéia Faringite Rinite 9% 13% 11% 6% 7% 8% 6% 4% Pele e Anexos Alopecia Prurido Exantema Ressecamento 29% 21% 19% 12% 30% 9% 6% 6% Sentidos Especiais, Outros Distúrbios Gosto amargo Visão turva 5% 2% 3% 5% Células brancas e Sistema Retículo Endotelial Neutropenia 9% 6% *Distúrbios relacionados ao local da aplicação da interferona alfa-2b não relatados Função renal: a farmacocinética da ribavirina é alterada em pacientes com disfunção renal devido à diminuição da depuração nestes pacientes. Portanto, é recomendada a avaliação da função renal em todos os pacientes antes do tratamento com Rebetol. Pacientes com depuração de creatina < 50 ml/minuto não devem ser tratados com Rebetol (veja CONTRA-INDICAÇÕES). Caso a concentração de creatina sérica aumente para valores acima de 2mg/dl (veja Tabela das ORIENTAÇÕES PARA AJUSTES POSOLÓGICOS), a terapia com Rebetol deve ser interrompida. Função hepática: Muito raramente foram relatados casos de hepatoxicidade que acarretaram em fatalidades com a administração de interferona alfa-2b. Todo paciente que desenvolver qualquer anormalidade na função hepática durante o tratamento deverá ser cuidadosamente monitorado. O tratamento deverá ser descontinuado caso os sinais e sintomas persistam. Hipotensão: Poderá ocorrer hipotensão durante o tratamento com INTRON A Solution (interferona alfa-2b) ou até dois dias após a terapia, podendo necessitar de tratamento auxiliar. Hidratação adequada deverá ser mantida, uma vez que que hipotensão decorrente da depleção de líquidos foi constatada em alguns pacientes. Reposição de líquidos poderá ser necessária. Febre: Apesar da febre poder estar associada à síndrome flu-like, comumente relatada durante a terapia com interferona, outras causas de febre persistente devem ser excluídas. Disfunção respiratória: Foram muito raramente observados em pacientes tratados com interferona alfa, incluindo-se aqueles tratados com interferona alfa-2b, casos de infiltrados pulmonares, pneumonites e pneumonia, incluindo casos fatais. A etiologia não foi definida. Estes sintomas foram mais frequentemente relatados quando o shosaikoto, um fitoterápico chinês, foi administrado concomitantemente com a interferona alfa. Qualquer paciente que apresente febre, tosse, dispnéia ou outros sintomas respiratórios, deverá realizar um raio-X do pulmão. Caso o raio-X do pulmão demonstre infiltrados pulmonares ou evidencie uma disfunção pulmonar, o paciente deverá ser monitorado cuidadosamente, e se for necessário, a terapia deverá ser descontinuada. Alterações oftálmicas: Os efeitos adversos oftálmicos, incluindo-se hemorragia da retina, manchas disseminadas de exsudato na retina e obstrução da artéria ou veia da retina foram raramente observados após o tratamento prolongado de vários meses com interferonas alfa, mas também foram relatados após tratamento de curta duração. Qualquer paciente com queixas de alterações na sua acuidade ou campo visual, ou que relate qualquer outro sintoma ocular durante o tratamento, deverá ser submetido a exame específico. Devido à necessidade de diferenciar as retinopatias observadas com as retinopatias diabéticas e hipertensivas, é recomendado o exame oftálmico antes do tratamento em pacientes com diabetes mellitus ou hipertensão. Sistema Nervoso Central (SNC) e Psiquiátrico: Pacientes com distúrbios psiquiátricos pré-existentes ou com histórico de distúrbios psiquiátricos graves não devem ser submetidos ao tratamento com Rebetol. Os efeitos graves do Sistema Nervoso Central como depressão; intenção e tentativa de suicídio; psicoses incluindo alucinações e comportamento agressivo, têm sido observados em alguns dos pacientes durante o tratamento com Rebetol. Nos casos graves, a terapia deverá ser interrrompida. A gravidade destes efeitos adversos deverá ser considerada pelo médico prescritor antes do início do tratamento. Cardiovascular: Hipertensão e arritmias supraventriculares, dor no peito e infarto do miocárdio têm sido associados com os tratamentos que utilizam interferonas alfa. Pacientes com histórico de insuficiência cardíaca congestiva, infarto do miocárdio e/ou arritmias anteriores ou atuais devem ser monitorados. Aqueles pacientes que apresentam anormalidades cardíacas pré-existentes devem ser monitorados com eletrocardiogramas antes e durante o tratamento. Arritmias cardíacas (principalmente a supraventricular) normalmente respondem à terapia convencional, mas pode ser necessária a interrupção do tratamento. Outros: O tratamento com Rebetol deverá ser cuidadosamente administrado em pacientes debilitados, como aqueles que apresentam histórico de doenças pulmonares (por exemplo, doença pulmonar obstrutiva crônica) ou diabetes mellitus com risco de cetoacidose. Deve-se ter precaução também com os pacientes com problemas de coagulação (por exemplo, tromboflebites, embolia pulmonar) ou mielossupressão grave. Devido ao fato de haver relatos de exacerbação de psoríase pré-existente com interferonas, o tratamento com Rebetol deverá ser instituído somente se seu benefício justificar o risco potencial nestes pacientes. As observações iniciais podem indicar que a terapia com interferona alfa possa estar associada com um aumento da incidência de rejeição de enxertos (transplantes de fígado e rins). Foi relatado o surgimento de diferentes tipos de anticorpos durante o tratamento com interferonas alfa. Em pacientes predispostos a desenvolver doenças auto-imunes, manifestações clínicas destas doenças podem ocorrer com mais frequência durante o tratamento com interferonas. A terapia com Rebetol deverá ser interrrompida em pacientes que desenvolverem anormalidades tiroidianas durante o tratamento, caso estas anormalidades não possam ser controladas através de medicação.

Posologia

Rebetol cápsulas é administrado por via oral em doses de 1.000 ou 1.200 mg diariamente em duas doses divididas (de manhã e à noite), em combinação com a interferona alfa-2b (INTRON A) administrada subcutaneamente em dose de 3 milhões de UI três vezes por semana (dia sim, dia não) por 24 semanas (Veja bula da interferona alfa - 2b para informações adicionais sobre posologia e administração da interferona). A dose recomendada depende do peso do paciente: ·· Pacientes com peso £ 75 kg devem receber 1.000 mg diariamente, sendo 2 cápsulas de 200 mg pela manhã e 3 cápsulas de 200 mg à noite. · Pacientes com peso ³ 75 kg devem receber 1.200 mg diariamente, sendo 3 cápsulas de 200 mg pela manhã e 3 cápsulas de 200 mg à noite. A duração do tratamento recomendado é de 24 a 48 semanas. A duração do tratamento deve ser individualizada dependendo das características da doença, resposta à terapia e tolerância à medicação. Após 24 semanas de tratamento, a resposta virológica deve ser avaliada. Se a resposta virológica esperada não for alcançada em 24 semanas, a terapia com Rebetol deve ser ser descontinuada. Se reações adversas graves ou anormalidades/laboratoriais desenvolveremse durante a terapia concomitante / INTRON A (interferona alfa-2b), a posologia deverá ser ajustada, ou descontinuar a terapia, se necessário, até que as reações adversas se amenizem. Se a intolerância persistir após o ajuste da dose, a terapia concomitante / interferona alfa-2b deverá ser descontinuada. Foram estabelecidas em estudos clínicos orientações para as modificações da posologia/interferona alfa-2b (veja tabela abaixo). Devido à reconhecida hemólise associada à terapia com a ribavirina, orientações especiais são destinadas aos pacientes com histórico de doença cardiovascular estável. Nestes pacientes, redução permanente da dose será requerida se a hemoglobina diminuir ³ 2 g/dl durante um período de 4 semanas. Além disso, se a hemoglobina permanecer < 12 g/dl após 4 semanas com dose reduzida, o paciente deverá descontinuar a terapia concomitante / interferona alfa-2b (INTRON A).

Informações

A ribavirina é um análogo nucleosídico sintético que tem demonstrado atividade in vitro contra algumas viroses. Nem a ribavirina nem seus metabólitos nucleotídicos intracelulares em concentrações fisiológicas demonstraram inibir enzimas específicas do HCV ou a sua replicação. A monoterapia com Rebetol para a Hepatite C Crônica tem demonstrado não possuir efeito sobre a eliminação do vírus (HCV-RNA) ou melhorar a histologia hepática após 6 ou 12 meses de terapia e 6 meses de acompanhamento. Entretanto, quando utilizado concomitantemente com a interferona alfa-2b (INTRON A) no tratamento da Hepatite C Crônica, Rebetol demonstrou elevar em aproximadamente 10 vezes a eficácia da interferona alfa - 2b (INTRON A) utilizada isoladamente. Este aumento da eficácia incluiu redução prolongada do HCV-RNA sérico detectável, melhora da inflamação hepática e normalização do ALT. Desta maneira, Rebetol cápsulas deve ser usado somente em combinação com a interferona alfa - 2b (INTRON A).

elevar em aproximadamente 10 vezes a eficácia da interferona alfa - 2b (INTRON A) utilizada isoladamente. Este aumento da eficácia incluiu redução prolongada do HCV-RNA sérico detectável, melhora da inflamação hepática e normalização do ALT. Desta maneira, Rebetol cápsulas deve ser usado somente em combinação com a interferona alfa - 2b (INTRON A).